terça-feira, 21 de janeiro de 2014

As 15 melhores pizzarias de São Paulo

Verdadeiro ícone da cidade, a redonda domina a gastronomia paulistana

Quer se divertir às custas das idiossincrasias delirantes de um paulistano? Pois então pergunte a qualquer um em qual cidade é possível comer a melhor pizza do mundo. Mesmo que ele nunca tenha saído do seu próprio bairro, sua resposta estará pronta, na ponta da língua: São Paulo.
Quer colocar ainda mais lenha neste forno de pizza de vaidades? Pergunte, por sua vez, quem faz a melhor pizza de SP e seu voto será dado, em tom professoral, com o formalismo de um juiz do Supremo Tribunal Federal. 
Divagaremos sobre o tempo ideal de forno, assim como questionaremos se uma redonda, afinal, deve ser de massa fina, média ou grossa. No quesito ingredientes, seremos ora liberais, abertos a todo tipo de heresia, ora ortodoxos, presos às raízes originais, bíblicas, de uma margherita.
Enfim, temos opinião sobre tudo e todos, em se tratando de pizzas. Deixamos para trás, comendo farinha de trigo vencida, portenhos e nova-iorquinos, duas cidades que se vangloriam pela qualidade da sua pizza. Somos maiores, melhores e mais criativos, sempre. Nossa mania de grandeza é de tal sorte irrefreável que criamos, há décadas, uma lenda. Reza somente por aqui a história que produzimos pizzas melhores e mais saborosas do que aquelas preparadas em qualquer parte da Itália, exceção feita a Nápoles, a única cidade que respeitamos.
Exibimos nossos números, sempre superlativos, como troféus. São Paulo possui mais de 6.000 pizzarias em funcionamento, capazes de gerar 1 milhão de pizzas todos os dias. Mais de 170 mil pessoas trabalham nesta indústria, com faturamento anual superior a 6 bilhões de reais. Somos o máximo, não? Só falta sermos agora modestos. Mas, cá entre nós.... Não existe mesmo melhor lugar do mundo para se comer uma pizza do que São Paulo! Palavra de italiano.

1900

Rua Barão de Capanema, 348, Jardim Paulista (3061-3123/ 1900.com.br)
O que começou 30 anos atrás em um antigo armazém da Vila Mariana proliferou-se para vários locais semelhantemente espaçosos. A filial nos Jardins ostenta um teto de vidro e fica aberta até as 5h da manhã. Enquanto puristas sofrem, as combinações excêntricas fazem grande sucesso. Os experimentalismos incluem clássicos da gastronomia nacional como carne seca com creme de mandioca, ou frango com Catupiry. Horário Seg. e ter., 18h-0h; qua. a dom., 16h-5h.

Brascatta

Rua Doutor José Elias, 396, Lapa (3647-9797/ brascatta.com.br)
Distante do eixo midiático da gastronomia paulistana, a inauguração da pizzaria Brascatta, em 2004, iniciou a era das pizzarias premium para quem transita pelo Alto da Lapa e região. Feitas em forno à lenha, as pizzas possuem ingredientes de primeira, massa de bordas sexy, carnudas e grossas. A Brascatta também investe na criação de variações pouco ortodoxas como a que leva linguiça de javali, alecrim e mussarela. HorárioSeg. a qui., 18h-23h, sex. e sáb., 18h-0h30; dom., 18h-23h. 

Bráz

Rua Graúna, 125, Moema (5561-0905/ casabraz.com.br); Outros endereços Rua Vupabussu, 271, Pinheiros (3037-7973); Rua Sergipe, 406, Higienópolis (3255-8090)
Dizem que a pizza em São Paulo é tão boa que até os italianos têm inveja. É uma afirmação ousada, mas se quiser conferir, a Bráz é um bom lugar para tirar a prova. Em Moema, Higienópolis ou Pinheiros, comece com uma das especialidades da casa, o pão de linguiça mergulhado em azeite de oliva picante. Entre os destaques estão a Fosca (presunto defumado, mussarela e catupiry) e a quatro-queijos Favorita, com taleggio, pecorino, caciocavallo e gorgonzola. Horário Seg. a qui., 18h30-0h; sex. e sáb., 18h30-0h30; dom., 18h30-0h.

Camelo

Rua Engenheiro Edgar Egídio de Souza, 98, Consolação (3822-5050/pizzariacamelo.com.br)
O que começou em 1957 como um restaurante árabe, servindo esfihas, homus, entre outos pratos do oriente médio, foi se reinventando ao longo dos anos e agora é uma das pizzarias mais tradicionais da cidade. A Camelo serve pizzas com cascas crocantes, tais como a especial da casa, a Camelo – com endívia, bacon, palmito e azeitonas – e a Brócolis, mais saudável e ainda mais crocante, com alho, bacon, mussarela e provolone.Horário Seg. a qui., 18h-0h; sex. e sáb., 18h-1h; dom., 18h-0h. 

Castelões

Rua Jairo Góis, 126, Brás (3229-0542/ casteloes.com.br)
Esta tradicional pizzaria foi fundada em 1924, tem decoração empoeirada e fotos antigas que dão uma sensação de nostalgia e autenticidade que muitas novos estabelecimentos tentam copiar. A pizza Castelões, com linguiça artesanal e mussarela, é a mais recomendada, assim como a margherita; independentemente do que escolher, pode ter certeza de que o recheio será leve, a borda crocante, o molho cheio de manjericão, e a cobertura com queijo de primeira qualidade. Horário Seg. a dom., 18h30-0h. 

Cristal

Rua Professor Arthur Ramos, 551, Pinheiros (3031-0828/cristalpizza.com.br)
Há 32 anos, a Cristal surgiu, sem fazer alarde. Bastaram poucas semanas para uma fila de gente bonita, jovem e endinheirada ganhar a entrada da casa de arquitetura contemporânea. Afinal, a Cristal foi a primeira a servir, na zona Oeste da cidade, pizzas individuais e preparadas com massa finíssima, quase crocante. Ateste a competência do famoso pizzaiolo Edilson provando a pizza bruschetta, com apenas tomate fresco, manjericão e alho. Imperdível. Horário Seg. a dom., 19h-1h. 

Galpão da Pizza

Rua Doutor Augusto de Miranda, 1156, Vila Pompéia (3672-4767/galpaodapizza.com.br)
Entre as íngremes ruas do bairro de Pompéia resiste há 17 anos uma pizzaria de arquitetos, assim mesmo, no plural e no sentido literal da expressão. O galpão rústico, cheio de charme e sede do antigo escritório dos dois sócios arquitetos, cedeu lugar a uma pizzaria comandada pelos próprios e carregada de receitas bacanas. As redondas do galpão levam massa fina. Experimente a famosa pizza de alecrim, feita com molho de tomate, mussarela de búfala, tomate cereja e folhas de alecrim. Uma delícia. Horário Seg. a qui., 19h-0h; sex. e sáb., 19h-1h; dom., 19h-0h. 
  

I Vitellone

Rua Conde Silvio Álvares Penteado, 31, Pinheiros (3816-3071/ivitellonipizzeria.com.br)
Quando o chef Hamilton Mello Jr., o Mellão, inaugurou, nos anos 1980, a I Vitelloni, ninguém poderia imaginar que naquele minúsculo espaço estava sendo lançada a pedra fundamental de um novo tempo na gastronomia da cidade, a era das pizzas premium. Quando você estiver saboreando em outras casas pizzas com recheio de rúcula com tomate seco ou de abobrinha com queijo Polenghi, renda homenagem a este extraordinário chef, dono de talento, criatividade e impulsividade em doses oceânicas.Horário Ter. a dom., 19h-0h.

Maremonti

Rua Padre João Manuel, 1160, Jardim Paulista (3088-1160/maremonti.com.br)
Os sócios dos famosos Piselli, Tre Bicchieri, Zena Caffe e da casa Maremonti original, instalada no litoral norte de SP, decidiram entrar pesado no disputadíssimo mundo das pizzas paulistanas. O talentoso chef e sócio Rodrigo Queiroz assumiu a missão de comandar os bastidores e a aposta não demorou a trazer resultados. Prove a clássica margherita e curta o ambiente rústico-italo-chic. Se o bolso e sua excentricidade permitir, experimente as pizzas certificadas italianas como a occhio di bue, feita com fatias de trufas negras, queijo stracchino e ovo estrelado. Horário Seg. a ter., 18h-0h; qua. e qui., 18h-1h; sex. e sáb., 12h-2h; dom., 18h-0h.
  

Margherita

Alameda Tiête, 255, Jardim Paulista (2714-3000/ margherita.com.br)
Permita-se ser atraído pelo aspecto bem iluminado e convidativo desse restaurante aconchegante, perto da Avenida Paulista. Lá dentro, toalhas de mesa em xadrez vermelho e branco lembram uma pizzaria italiana tradicional, embora o menu também inclua toques brasileiros, como o requeijão. A pizza que dá nome ao lugar é excelente, assim como a Pizzalino, recheada com mussarela, linguiça caseira, parmesão e manjericão. Horário Seg. a qui., 18h30-1h; sex. e sáb., 18h30-1h30; dom., 18h30-1h. 


Primo Basílico

Avenida Gabriel Monteiro da Silva, 1864, Jardim América (3082-8027/primobasilico.com.br)
Famílias abastadas aguardam pacientemente por uma mesa nesse lugar popular, mas ainda assim tranquilo, nas noites de domingo. O restaurante também fica cheio na maioria das outras noites, mas conseguir uma mesa não deve ser o mesmo problema. A massa grossa assada no forno de alvenaria parece ciabatta, mas há opção de massa fina. Se estiver se sentindo ousado, a Brigitte – com brie, aspargo, mussarela e mel – é surpreendentemente boa, assim como a Obelix, cuja linguiça de javali satisfaz qualquer bom carnívoro. Horário Seg. a qui., 18h30-0h30; sex. e sáb., 18h30-1h; dom., 18h30-0h30.

Quintal do Braz

Rua Gandavo, 447, Vila Mariana (5082-3800/ quintaldobraz.com.br)
Este antigo casarão reformado arrasta inúmeros gourmets de outros cantos da cidade. O espaço possui pé direito espetacular, com direito à presença de dois grandes fornos e o verde do quintal alcança o salão principal. Da farinha do tipo Molino Caputo ao tomate do molho, muitos ingredientes vem diretamente da Itália. As pizzas, de massa média, chegam assadas à perfeição. Experimente a pizza ricota rústica, feita com mussarela, ricota defumada apimentada e linguiça artesanal. Horário Seg. a qua., 18h30-0h; qui., 18h30-0h30; sex. e sáb., 18h30-1h30; dom., 18h30-0h. 


Ráscal

Avenida das Nações Unidas, 4777, Alto de Pinheiros (3024-3710/rascal.com.br)
Em qualquer uma das unidades da rede de restaurantes Ráscal, até mesmo o mais distraído dos clientes notará a presença central, majestosa, de um poderoso forno à lenha. Apesar de não dar nome à casa, a pizza do Ráscal é estupenda e concorre, lado a lado, com seu famoso buffet de saladas e massas. Um dos poucos lugares da cidade onde as redondas são também servidas na hora do almoço, sempre ao gosto do freguês: massa fina, média ou grossa. Se você está à caça de uma pizza de calabresa curada entre as melhores da cidade, chegou ao endereço certo. HorárioSeg. a qui., 12h-15h15, 19h-22h15; sex., 12h-15h15, 19h-23h15 ; sáb., 12h-17h15, 19h-23h15; dom., 12h-17h15, 19h-22h15. 

Speranza

Avenida Sabiá, 786, Moema (5051-1229/ pizzaria.com.br)
Fundada no final dos anos 1950 no Bixiga, a Speranza é uma das pizzarias mais famosas da cidade. Peça um pedaço de pão de calabresa para enganar a fome até que a pizza chegue, mas vá por nós: assim que você experimentar a Pizza Marinara e a Margherita Caprese – feita com um molho de tomate maravilhoso, só com ingredientes italianos e dentro das normas estabelecidas pela Associazione Verace Pizza Napoletana –, você se arrependerá de não ter deixado mais espaço para as redondas quase perfeitas. Horário Seg., a sex., 18h30-1h30; sáb., 18h30-2h; dom., 18h-1h. 

Veridiana

Rua Dona Veridiana, 661, Consolação (3120-5050/ veridiana.com.br)
Entre os muitos atributos da Veridiana, certamente se destaca seu discretíssimo charme. O belo casarão de esquina, construído em 1903, foi impecavelmente restaurado. Muitos consideram a Veridiana entre as três melhores pizzas da cidade. Prove a pizza Napoli in Zucchini, que leva molho de tomate, creme de ricota e finas fatias de abobrinha refogadas no azeite de oliva, alho e hortelã e confira se não estão com a razão. Nós, da Time Out, apostamos que sim. Horário Seg. a dom., 18h-0h30; sex. e sáb.18h-1h30. 

domingo, 1 de dezembro de 2013

Amor - O Início

Você perde o sono, a fome, sobe às nuvens e sente a vida virar de ponta-cabeça. Mas o que afinal, faz com que uma pessoa se apaixone por outra?
"Quer viver um grande amor? Pergunte-me como." Parece uma promessa de charlatão - afinal, não existe nada mais imprevisível que a paixão, certo? Milhões de palavras foram gastas, ao longo dos séculos, para descrever os mistérios dela. Do matemático Blaise Pascal ("o coração tem razões que a própria razão desconhece") ao físico Albert Einstein ("como a ciência poderia explicar um fenômeno tão importante como o amor?"), todas as maiores mentes da humanidade se declararam impotentes frente aos mistérios e caprichos da paixão. Elas estavam erradas. A ciência está começando a descobrir que existe, sim, lógica no amor. E, quem sabe, até uma fórmula. Matemáticos da Universidade de Genebra estudaram 1 074 casamentos, analisando diversas características dos cônjuges, e chegaram a uma fórmula do que seria o par ideal - com maior taxa de felicidade e menor risco de separação. A mulher deve ser 5 anos mais jovem e 27% mais inteligente do que o homem (o ideal é que ela tenha um diploma universitário, e ele não). E é preciso experimentar bastante antes de decidir: uma análise feita pelos estatísticos John Gilbert e Frederick Mosteller, da Universidade Harvard, apontou que, se você se relacionar com 100 pessoas durante a vida, suas chances de encontrar o par ideal só chegam ao auge na 38ª relação. Faça tudo isso e você será premiado com 57% mais chance de ser feliz. Mas, se você achou essas condições meio sem sentido, ou no mínimo difíceis de seguir, acertou. As conclusões são puramente estatísticas, ou seja, projetam um cenário ideal e não levam em conta as decisões que as pessoas realmente tomam: praticamente todos os casais estudados pelos cientistas suíços (para ser mais exato, 99,81%) não viviam seguindo à risca a fórmula. Afinal, as pessoas não são equações. São uma pilha de neurotransmissores, hormônios - e experiências. 

Imagine que você está numa festa. Muita gente interessante, troca de olhares, azaração. Na dança do acasalamento humano, os homens dão mais valor à beleza e à juventude - e as mulheres estão mais preocupadas com o nível socioeconômico do parceiro (sim, isso inclui dinheiro). Você provavelmente já sabe disso. É universal. "Num levantamento que fizemos com 10 mil pessoas, em 37 países, essas diferenças sempre se mantiveram - independentemente de local, habitat, sistema cultural ou tipo de casamento", afirma o psicólogo evolutivo David Buss, da Universidade do Texas, em seu livro A Evolução do Desejo. O que você não sabe é que essa diferença não é um clichê sexista - tem uma explicação cerebral. Quando o homem olha uma foto de sua mulher ou namorada, sua atividade cerebral se concentra nas áreas de processamento visual - como a área fusiforme, que processa as imagens de rostos. Já quando a mulher vê o homem, aciona circuitos relacionados a memória, atenção e motivação - como o corpo do núcleo caudato e do septo. Conclusão: para as mulheres, a beleza realmente não é o principal. 

Ela é importante. Mas não é um objetivo em si; é um instrumento que a mulher usa para descobrir mais sobre o homem. Um estudo da Universidade de Michigan comprovou que, quando estão cogitando ficar ou ter um caso passageiro, as mulheres costumam preferir homens de traços bem marcados, masculinos. Mas, na hora de pensar numa relação séria, optam pelos que têm traços mais delicados. Isso acontece porque os homens de traços duros costumam ser saudáveis e passar genes de boa qualidade para os descendentes - e por isso são considerados instintivamente atraentes pela mulher. Mas eles também geralmente têm mais testosterona - hormônio que aumenta a propensão à violência e à infidelidade.

OS SEMELHANTES SE ATRAEM
Em 68% dos relacionamentos sérios (e 53% dos passageiros), as pessoas são apresentadas por um conhecido. Cerca de 60% dos romances surgem em ambientes semiprivados, como escola, trabalho ou uma festa - lugares onde a afinidade entre as pessoas é naturalmente maior. Só 10% dos romances se originam em bares e baladas.

COISA DE PELE
Homens e mulheres preferem o odor de pessoas cujo sistema imunológico seja complementar ao deles (o que ajuda a gerar descendentes saudáveis). Mas cuidado com a pílula anticoncepcional: ela pode distorcer essa comunicação olfativa, fazendo a mulher perder a capacidade de reconhecer o que a atrai.

PAIXÃO = AVENTURA
Quer fazer o romance engatar? Procure fazer coisas novas e/ou excitantes junto com a outra pessoa - como viajar ou andar de montanha- russa. É sério. Esse tipo de atividade eleva o nível de dopamina no cérebro, ativando os mecanismos relacionados à paixão.

Ou seja: os machões não são bons pares. E parecem estar saindo de moda. Pesquisadores da Universidade de Stirling, na Escócia, apresentaram uma série de fotos de homens para 4 791 mulheres de 30 países, entre eles o Brasil. E descobriram o seguinte: quanto melhor o sistema de saúde de um país, mais as mulheres preferem homens com traços femininos. Isso acontece porque, existindo menos doenças, as mulheres não dependem tanto de genes superfortes (presentes nos machões) para gerar descendentes saudáveis. E passam a preferir homens com rosto delicado. Mas o Brasil, caso você esteja se perguntando, ficou em último lugar no estudo - nossas mulheres, junto com as mexicanas, são as que mais preferem homens com cara de machão (Bélgica e Suécia, por outro lado, são o paraíso para os homens delicados). "Homens muito atraentes costumam ir atrás da estratégia de reprodução mais conveniente para eles: as relações de curto prazo. Já os mais femininos tendem a ser melhores provedores", afirmou a psicóloga Lise DeBruine, autora do estudo, ao jornal inglês Guardian.

Seja como for, um pouquinho de feiúra pode até ajudar o homem. Um estudo feito em 2008 pela Universidade do Tennessee avaliou 82 casais e descobriu que, quando a mulher é linda e o homem apenas razoável, o casal se comporta de forma mais positiva, com mais harmonia e companheirismo. A tese é que, como o homem está recebendo algo que valoriza muito, a beleza, ele dá duro para manter o relacionamento - o que acaba melhorando seu convívio com a mulher.

CHEGUE MAIS PERTO
Vocês se olharam, se interessaram, alguém tomou a iniciativa de ir falar com o outro. Antes mesmo de abrirem a boca, seus corpos já começaram a se comunicar. Sabe quando as pessoas dizem que "bateu uma coisa de pele"? Isso realmente existe. E tem fundamento científico. Preferimos pessoas cujo sistema imunológico seja complementar ao nosso, com quem possamos gerar descendentes geneticamente mais variados, com maior capacidade de resistir a doenças. E, como ninguém tem placa na testa dizendo qual tipo de sistema imunológico tem, o jeito que o corpo inventou de perceber e comunicar isso foi o cheiro. 

Ok, o cheiro combinou e vocês partiram para a conversa - que pode ou não dar certo. O que precisa acontecer para que ela não acabe num silêncio constrangedor depois de 10 minutos? Sua história pessoal, os valores da família, da comunidade, as relações que já viveu, tudo isso ajuda a moldar o que você espera das pessoas - principalmente aquelas com as quais pretende ter algum tipo de relacionamento amoroso. "Enquanto crescemos, vamos criando um conceito da pessoa por quem iremos nos apaixonar, baseado nos exemplos que encontramos por aí. E os parceiros que encontramos podem corresponder a essa expectativa ou não", explica Semir Zeki, neurologista da University College London e autor de estudos sobre o cérebro das pessoas apaixonadas. Existem muitos testes que ajudam a descobrir qual é o seu tipo de personalidade e saber quais outros combinam com ele (em super.abril.com.br/revista/teste-do-amor você encontra um teste baseado nas conclusões da americana Helen Fisher, antropóloga da Universidade Rutgers e uma das maiores especialistas do mundo nas relações entre amor e cérebro). 

Mas o que vai acontecer daqui para a frente no relacionamento tem mais a ver com a dança de hormônios dentro da sua cabeça. Ou você já viu alguém tomar racionalmente a decisão de se apaixonar? A natureza criou 3 mecanismos cerebrais que controlam o amor nos seres humanos: luxúria, paixão/romance e ligação. O mecanismo da luxúria (desejo sexual) está ligado à quantidade do hormônio testosterona - tanto em homens quanto em mulheres. Já o impulso da paixão e do romance é alimentado pela dopamina. E o terceiro sistema, da ligação e do companheirismo, é alimentado pela ocitocina (na mulher) e pela vasopressina (no homem). Os 3 sistemas são independentes. Ou seja: uma mulher pode amar o marido, estar apaixonada pelo vizinho e sentir atração pelo Johnny Depp, tudo ao mesmo tempo. Uma confusão só. "É como se houvesse uma reunião de comitê na sua cabeça", brinca Helen Fisher. E, para complicar ainda mais as coisas, esses sistemas interferem uns com os outros. Uma coisa leva a outra, principalmente quando as pessoas vão para a cama. O sexo pode aumentar os níveis de dopamina - que provoca paixão e romance. E o orgasmo provoca a descarga de ocitocina e vasopressina - os hormônios da ligação. É por isso que, biologicamente, não existe sexo 100% sem compromisso. Você sempre corre o risco de acabar se apaixonando por alguém com quem não tinha intenção de se envolver. 

E assim foi para vocês. A noite foi incrível, e parece que a paixão está começando a rolar. Como ter certeza? É fácil. Você vai ficar meio aéreo, passar a comer e dormir menos e ficar horas e horas pensando na pessoa amada - um comportamento compulsivo, similar ao dos viciados em drogas. É isso mesmo: o neurotransmissor da paixão, a dopamina, é o mesmo envolvido nos casos de dependência química. E mexe com uma parte muito profunda do cérebro: o núcleo accumbens, que controla o sistema de recompensa - mecanismo que faz o indivíduo buscar coisas prazerosas (como comida, sexo ou amor). Ele tem uma influência incrivelmente forte sobre nós. "O sistema de recompensa avisa o cérebro sempre que uma coisa boa está para acontecer. Ficamos altamente motivados, antecipando o prazer que virá", diz Suzana Herculano-Houzel, neurologista da UFRJ e autora do livro Sexo, Drogas, Rock`n`roll... & Chocolate - O Cérebro e os Prazeres da Vida Cotidiana. 

A partir de agora, sua felicidade depende da outra pessoa. Se ela telefona ou manda um e-mail, você vai ao paraíso. Quando ela some, você vive uma agonia lenta, desesperada. Se você está sentindo tudo isso, comemore. Está apaixonado.

Fonte: Revista Super Interessante

Amor - O Meio

Morar junto. Casamento. Filhos. Tudo isso é muito bom - faz vocês ficarem mais ricos e viverem mais. Sim, a paixão vai diminuir. Mas isso não é o fim.
Parabéns. Você encontrou sua cara-metade, namorou, começou uma relação estável. Vocês moram juntos, saem juntos, fazem tudo juntos - suas personalidades estão grudadas, e é até difícil saber onde uma começa e a outra termina (como as colunas desta página, que representam a união absoluta, as das páginas anteriores, que representam a conexão entre duas pessoas, e as das próximas páginas, cujo significado você vai ver daqui a pouco). Uma situação extremamente rara: entre os mamíferos, apenas 3% das espécies são monogâmicas. Por que estamos entre elas? Há 3 milhões de anos, nossos ancestrais desceram das árvores e começaram a andar eretos. Um pequeno passo para o hominídeo, um grande salto para a humanidade e uma complicação danada para as fêmeas - que não conseguiam mais carregar os filhotes nas costas, como fazem os chimpanzés. Como não tinha jeito de colher raízes e se defender de leões e ao mesmo tempo segurar bebês nos braços, elas passaram a precisar da proteção e do sustento masculino. Para o homem, seria muito dispendioso alimentar e defender mais de uma mulher. Pronto: monogamia. Além disso, com o tempo, o cérebro humano foi ficando maior. E aí as mulheres passaram a ter dificuldades para dar à luz bebês tão cabeçudos por seu canal de parto estreito. A pélvis não podia crescer, ou os humanos não conseguiriam mais andar eretos. Algumas mulheres conseguiram parir filhotes mais imaturos, garantindo a continuidade da espécie. Mas significa que os bebês passaram a nascer ainda mais indefesos (um humano leva 18 anos para ficar adulto, 8 a mais que um filhote de chimpanzé) e dependentes da mãe. Aí, a natureza veio em socorro das mulheres estafadas. Criou o terceiro mecanismo cerebral do amor - o da ligação e do companheirismo. É um amor profundo, que deixa as pessoas calmas e seguras. Foi ele que possibilitou a criação das famílias - e fez nossa espécie chegar aonde chegou. E tem várias vantagens biológicas, como estender a vida do homem em 7 anos e a da mulher em 2 (ele porque passa a se alimentar melhor, e ela porque fica mais rica ao incorporar a renda do marido). Em suma: a rotina conjugal é boa. Mas tem uma consequência ruim - faz a testosterona despencar. Foi essa a conclusão de um estudo da Universidade Harvard, que analisou os níveis hormonais de 58 homens. Sem testosterona, os casais vão perdendo a vontade de sexo. E é aí que os problemas começam. Sem o mesmo encantamento de quando estavam apaixonadas, as pessoas ficam menos tolerantes, e começam a ver o outro como ele realmente é.
SILÊNCIO HORMONAL
Após o nascimento do primeiro filho, o nível de testosterona no homem cai até 33%. E atividades como brincar com a criança ou abraçar a mulher fazem com que caia ainda mais. É um mecanismo criado pela evolução para que o macho sossegue - e ajude a criar o filhote.

E aqueles casais que estão juntos há décadas e ainda se dizem apaixonados? Cientistas dos EUA monitoraram o cérebro de pessoas nessa situação e constataram que as áreas do cérebro relacionadas à paixão e ao romance realmente se acendiam quando elas pensavam na pessoa amada. A paixão pode, sim, durar para sempre. Mas isso só acontece com algumas pessoas - e ninguém sabe por quê. O fato é que, para a maioria, a paixão diminui com o tempo. E isso faz sentido. Seria difícil cuidar dos filhos e tocar a vida atordoado por aquela intensidade do início de romance. Mas como fazer a relação dar certo? Existem as recomendações que você já conhece (ter bom humor, não brigar por bobagens etc.). Tudo isso funciona. Mas só se você adotar a postura correta - que nem sempre é a mais óbvia. Um estudo da Universidade da Califórnia revelou que na Índia, onde 95% dos casamentos são arranjados, os casais têm níveis mais altos de satisfação e amor do que no Ocidente. É porque começam a relação sem esperar grande coisa: o amor nasce pequeno e cresce com o tempo. Aqui, ao contrário, jogamos toda a esperança do mundo nos ombros da pessoa amada, e o amor inevitavelmente vai diminuindo. O certo é não alimentar expectativas. Também tenha o hábito de ficar um pouco longe da outra pessoa, pois isso atiça o sistema de recompensa do cérebro. "A expectativa da recompensa é quase mais prazerosa que a recompensa em si", afirma o neurologista Semir Zeki. E tome cuidado com o excesso de familiaridade. Um estudo feito nos anos 70 com crianças israelenses criadas juntas num kibutz constatou que os meninos e as meninas se tornaram grandes amigos depois de adultos. Mas nenhum deles se casou: foi impossível sentir desejo por alguém tão familiar. O desejo está no que é novo. Falando nisso, não se acanhe. "A pornografia aumenta os níveis de testosterona", afirma a antropóloga Helen Fisher. Ela recomenda que os homens acessem sites eróticos. Seja como for, não se acomode. A evolução percorreu milhões de anos para que vocês pudessem estar juntos. Aproveite a felicidade a dois - que, segundo um estudo feito na Inglaterra, tem o auge aos 2 anos e 11 meses de relacionamento. 

Fonte: Revista Super Interessante

Amor - O Fim

Tudo acaba um dia. Geralmente, anos depois

 que começou...

 Veja Por que podemos abandonar

 (e até odiar) quem amamos um dia.

Vocês trocaram mensagens bobas pelo celular, dividiram brigadeiros de panela, assistiram TV juntos largados na poltrona e dormiram de conchinha. Foram, enfim, o centro da vida um do outro. Mas agora é cada um para o seu lado. E sempre fica um enorme ponto de interrogação: se era tão bom, por que acabou? Para entender, é preciso voltar no tempo e fazer um passeio pelas savanas africanas, 3 milhões de anos atrás. O homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos filhotes. Mas, em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da família nuclear - nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe e filhos - era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente para criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava crescidinho e não exigia atenção integral da mãe (que por isso podia voltar a se virar sozinha), o pai estava livre para ir embora e procurar outras fêmeas para procriar.


É daí que vem a chamada crise dos 7 anos. Esse é o período necessário para que uma criança se torne minimamente independente. Um estudo da ONU revelou que o número de separações vai aumentando a partir do 3o ano dos relacionamentos e atinge o pico no 7o ano - quando começa a declinar. Ou seja: o 7o ano realmente é a hora da verdade da relação. No filme O Pecado Mora ao Lado, de 1955, Marilyn Monroe faz o papel de uma mulher que se relaciona com um homem casado. Sabe qual é o nome original do filme, em inglês? The Seven Year Itch, ou "A Coceira dos 7 Anos". Porque é justamente nesse momento que a relação está mais ameaçada - pela comichão de trair. 



As estatísticas variam, mas entre 50 e 60% dos homens têm sexo fora do casamento, contra 45 a 55% das mulheres. O aumento da infidelidade tem a ver com a independência delas, que já são quase metade da força de trabalho e estão diminuindo rapidamente a distância financeira para os homens (nos EUA, 22% das esposas já ganham mais do que os maridos). Mas as raízes disso estão dentro do cérebro. Lembra-se de quando dissemos, na primeira reportagem desta série, que os sistemas cerebrais (luxúria, paixão/amor e ligação) eram independentes? Isso tem um motivo - e não é complicar os relacionamentos. Pelo contrário: surgiu para que nossos ancestrais pudessem buscar estratégias reprodutivas diferentes. A mulher poderia ter um parceiro para protegê-la enquanto gerava os filhos de outro, enquanto o homem poderia espalhar seus genes alegremente por aí, com outras mulheres. A natureza não queria o ideal romântico de amor eterno. Ela queria que tivéssemos um backup reprodutivo, um plano B genético, e nos meteu nessa confusão. 



E as circunstâncias também influem: na hora de decidir trair ou não, a relação do casal, a insatisfação com o parceiro, a oportunidade, tudo isso pesa. 



Mas muita gente tem os genes, os hormônios, todas as oportunidades do mundo, e não trai. Nós não somos robôs biológicos. É possível resistir ao desejo de trair. Mas é muito mais difícil resistir a outro fenômeno, igualmente destrutivo para os relacionamentos: o ciúme. O mais engraçado é que esse monstro de olhos verdes, como chamou Shakespeare, surgiu com o objetivo oposto - preservar a relação monogâmica. Ao primeiro sinal de infidelidade, soa o alarme e a pessoa fica atenta. E, como homens e mulheres desenvolveram estratégias distintas de reprodução, também sentem ciúmes de coisas diferentes. 



Como para o homem é muito dispendioso criar o filho de outro homem, ele sente mais ciúmes da infidelidade sexual. Já para a mulher, não faria tanta diferença se o homem distribuísse apenas esperma para as moças por aí; a grande ameaça é o envolvimento emocional, que coloca em risco a proteção e o cuidado que o homem dá a ela e aos filhos. 



Em 2006, o neurologista japonês Hidehiko Takahashi fez exames de ressonância magnética no cérebro de homens e mulheres que comprovaram essas diferenças. Quando sente ciúmes, o homem usa partes do cérebro ligadas a comportamentos agressivos e sexuais, como a amígdala e o hipotálamo. Já nas mulheres, a área mais ativada durante as crises de ciúme é o sulco temporal posterior superior, associado à percepção de emoções nas outras pessoas.



E a internet está piorando o ciúme. Uma pesquisa feita por psicólogos canadenses com 308 voluntários descobriu que as redes sociais, como Orkut e Facebook, alimentam o ciúme. Sabe por quê? Nada menos do que 74,6% das pessoas adicionam ex-namorados ou rolos como amigos nessas redes - que depois o cônjuge atual vai fuçar atrás de indícios. 


Com ou sem ciúme, a verdade é que boa parte dos relacionamentos está destinada a acabar. E esse momento pode ser muito difícil. "A natureza realmente exagerou no que diz respeito ao fim dos relaciomentos", diz Helen Fisher. Quando uma pessoa é abandonada, sua reação se divide em duas fases. A 1a é o protesto. É quando a a pessoa fica fazendo promessas, doida para reatar. Isso pode ser muito inconveniente. Mas ela não tem culpa. É o corpo agindo. "O cérebro estava acostumado com aquela recompensa [a pessoa amada], então faz você insistir mais e mais para tentar consegui-la de novo", explica a neurologista Suzana Herculano-Houzel. O pânico de ver que não está dando certo pode acionar o sistema de estresse do organismo, que por sua vez estimula novamente a produção de dopamina - ironicamente, fazendo a pessoa se sentir ainda mais apaixonada. 



Depois vem a 2a fase: aceitação. Depois de ver que o amado não irá mesmo voltar, muita coisa pode passar pela cabeça da pessoa - depressão, confusão, frustração. Até mesmo ódio. Mas por que sentir algo tão ruim por alguém que se amou? É que o ódio e o amor passam pelas mesmas partes do cérebro - a ínsula e o putâmen. "A diferença entre os dois é que, no ódio, existe mais capacidade de planejar as ações. No amor, o julgamento está prejudicado", diz o neurologista Semir Zeki, da University College London. Então o ódio é mais racional que o amor? Não necessariamente. Mas ele tem sua função: é uma defesa do organismo para nos fazer seguir em frente. Em vez de ficarmos remoendo eternamente as dores, passamos a não querer mais ver a pessoa. "Assim como o cérebro associava coisas positivas a uma pessoa, ele pode passar a associar só sentimentos ruins, negativos", diz Suzana Herculano-Houzel. Todos nós sofremos e fazemos sofrer. E, se isso servir de consolo, as celebridades também se separam e sofrem, talvez até mais do que as pessoas comuns. Já ficou famosa a chamada "maldição do Oscar", que atingiria as vencedoras do Oscar de melhor atriz. Nos últimos 12 anos, apenas duas atrizes não se divorciaram após ganhar o Oscar. E logo após o prêmio deste ano, o marido da vencedora, Sandra Bullock, foi pego tendo um caso extraconjugal. 


Tem gente que mata (e se mata) por amor. Mas a maioria das pessoas supera as dores emocionais da separação. Um estudo feito pela Universidade Northwestern mostrou que terminar uma relação não é tão ruim quanto pensamos que vai ser - geralmente leva metade do tempo que achamos. Isso acontece porque a mente tende a voltar a seu estado inicial: cientistas da Universidade de Massachusetts provaram que, após um ano, as pessoas que ganham na loteria apresentam os mesmos níveis de felicidade que as que se tornam tetraplégicas. Ambas voltam aos níveis de felicidade que tinham antes do fato extraordinário. E a melhor coisa para curar um coração partido é começar outro relacionamento. Disso você já sabe. Releia a primeira reportagem desta série, levante a cabeça, sacuda a poeira, vá à luta. Se não há bem que não se acabe, também não há mal que sempre dure. Força na peruca! 

Fonte: Revista Super Interessante

10 tipos diferentes de casais

Tem casal que gosta de passar vergonha, tem casal que parece que nem namora, e tem casal que faz questão de anunciar pro mundo todo!

10 tipos diferentes de casais

Todo casal tem suas manias, seu jeitinho, aquela coisa que diferencia eles de qualquer outro por aí. E quanto mais esquisita ou caricata for essa mania, mais as pessoas reforçam "como vocês são bonitinhos juntos" ou "como vocês combinam". É como se o casal criasse uma identidade própria.

Pense nos casais de amigos que você tem, nas manias que você já teve com seus dates.

Casal Grude

É aquele casalzinho que fala tudinho do diminutivo, com voz de bebezinho e tratando o namorado/a como cachorrinho: fala fazendo carinho, e termina tudo que diz com "né bebê?". Exemplo: Oi mozinho, tutu pem com você? Você é bonitinho, né? É bonitinho?

Casal Amigão

Esse aqui muitas vezes nem parece um casal. São duas pessoas que se tratam de um jeito tão íntimo, desligado e despretencioso que quem não conhece jura que são irmãos ou melhores amigos. O mimimi e as demonstrações de afeto eles guardam para quando estiverem sozinhos, mas a zoeira e risadas são de lei no relacionamento, além de serem super independentes um do outro.

Casal Distante

Não dá nem para saber se tá tudo muito bem ou uma droga com esse casal. Estão sempre juntos nos lugares, mas são de poucos mimos, não ficam grudados, mas também não brigam e não parecem ter nenhum problema. São geralmente os casais que estão juntos há mais tempo ou que se vêem com muita frequência. 

Casal Rede Social

Sabe aquele casal que não dá um passo sem postar no Intagram? Tira foto de beijo, no espelho, de mãozinha dada, tudo. Um passa o dia inteiro postando na wall do outro ou musiquinhas fofinhas. É amor e melação pra todo lado... Mas na hora que brigam também, sai de baixo! Todo o gás que eles tem pra amar eles tem pra fazer feio na hora de brigar.

Casal Troll

Um dos casais mais legais que tem. Podem estar juntos há muito tempo ou ter uma super conexão, o fato é que eles são o tipo mais engraçado de casal. Sejam piadinhas, sarro, mimimi em público ou provocações, eles não têm medo de não ser um casal fofinho ou certinho. Geralmente são aqueles dois que, na foto de formatura ou da balada, em vez de estar abraçadinhos ou dando beijinho estão se lambendo, se batendo ou um enfiando o dedo no nariz do outro, e por aí vai, sempre passando vergonha <3 

Casal Vai e Vem

Esse casal é o mais complicado de lidar. Relacionamento ioiô, que termina e volta toda semana, no pouco tempo que ficam juntos rola muito ciúme, ficam super grudados e mal respiram, mas logo rola uma super briga, geralmente em público, e terminam de novo. Os dois pedem conselhos aos amigos, mas de nada adianta, é um ciclo vicioso. 

Casal Ciumento

São aqueles dois que olham desconfiados para tudo. A garota não pode se aproximar de garotos e vice versa, um checa tudo do outro, tem senhas de redes sociais, e não descansa enquanto não encontrar alguma coisa pra reclamar. Também, pudera!

Casal Baladeiro

Quando esse casal sai para a balada é perigo na certa. Movidos a altos drinks e badalação, eles são os últimos a sair da pista e não tem tempo ruim: vão estar sempre super bem arrumados, com um copo na mão e o centro das atenções. Apesar de lidar bem com drinks, estão sempre à beira do limite, mas tudo bem, porque quando um passa mal o outro já sabe exatamente o que fazer para ficar tudo bem. Team work!

Casal Caseiro

Esse casal não sai de casa nem para jantar fora. Pede comida, assiste filme pela internê e não larga o sofá. Costuma receber muitas críticas dos amigos porque "depois que começaram a namorar nunca mais viram os amigos". Geralmente esse casal acaba dando uma engordadinha e ficando muito próximos. Só tem que tomar cuidado para a rotina não estragar o relacionamento.

Casal Overseas

Namoros à distância são bem complicados. Você está aqui, seu amado lá e vai saber o que cada um está fazendo enquanto isso, ou como lidar com a saudade. Esse casais costumam ser os mais apaixonados, não param de falar um do outro com os amigos e cada vez que conseguem se ver é um momento histórico. São namoros que dependem da internê e difíceis de levar, mas gostosos porque quase nunca caem na rotina e a saudade ajuda a manter o coração quentinho. Mas, quando o casal se junta definitivamente ou por um longo período costumam surgir atritos, especialmente porque um só conhece uma face do outro.
Julia Bueno redator(a)

Portal - ObaOba

domingo, 24 de novembro de 2013

17 coisas que geralmente ninguém te fala

1. Seu salário não determina o quão bom você é como pessoa
2. As coisas que são difíceis de serem ditas, geralmente são as mais importantes
3. Você ainda é fraco se só é bom em uma única coisa
4. Encontre alguém com quem você possa rir de praticamente tudo e o resto ficará bem
5. Ninguém vai conceder seus desejos, é melhor que você os faça acontecer
6. Separe um tempo para ser preguiçoso, faz bem pra você

7. Devagar é o novo rápido…e incrível também
8. Fato: grandes empresas vão sugar seu sangue e sua alma…tente evitá-las
9. Pensar muito sobre um problema não vai, necessariamente, torná-lo mais fácil de resolver
10. “Olá” é a palavra mais poderosa contra a solidão
11. Você não pode se livrar dos seus medos…mas pode aprender a viver com eles

12. Culpa é um sentimento inútil
13. Pessoas que sempre dizem a verdade sempre sem se importar o quão doloroso é, são idiotas. Ponto final.

14. Se desafie um pouco todos os dias
15. Diversão é um conceito relativo
16. Não tem problema mudar sua cabeça sobre pessoas e coisas na sua vida…apenas tente fazer sentido
17. Sempre seja você mesmo, a menos que você seja um canalha arrogante