sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O FILME PARA CADA SIGNO

Para deixar todos os astros alinhados dentro de você, saiba qual filme combina mais com o seu signo


Confira as características do seu signo e qual filme combina com ele
Quem é ligado em astrologia e gosta de desvendar características pelos astros, já deve ter reparado alguma tendência a gostar e se identificar com alguns filmes. Por isso, selecionamos uma lista com os filmes que mais combinam com o seu signo. 
Confira abaixo as características do seu signo e saiba qual filme combina com ele: 
 
Áries: Regido por Marte, o arianos são pessoas de personalidade forte, cheios de energia, vitalidade e autoconfiança. 

Filme: Coração Valente



Touro: Com o elemento Terra, os taurinos são intensos, práticos, um amigo fiel e um inimigo implacável.

Filme: Falcão Negro em Perigo.


Gêmeos: Regido por Mercúrio, planeta da comunicação, os geminianos são ágeis, sensíveis e simpáticos.  Gostam de socializar e tem muitos hobbies.

Filme: Amor a Toda Prova.


Câncer: Um dos signos de Água e regido pela Lua, é conservador, tradicional, romântico e se preocupa com o que os outros pensam de você.
Filme: Casablanca.



Leão: Regido pelo Sol, os leoninos são líderes natos e cheios de amigos. Otimistas e autoconfiantes, a paciência não é um ponto forte.

Filme: Bonequinha de Luxo.

Virgem: Também regido por Mercúrio, é natural, profundo, solícito e exigente de maneira que tudo que faz é para ser bem feito. 
Filme: Na Natureza Selvagem.
Libra: Com elemento ar, são sofisticados, pacientes e corretos. A paz e a harmonia são muito importantes para os librianos.
Filme: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.
Escorpião: Determinados e astutos, as pessoas de escorpião são reservadas e persistentes.
Não gostam do superficial, das relações sem sentido. O escorpiano não vê com bons olhos os afagos fáceis e também não suporta a adulação.
Filme: Comando Para Matar.
Sagitário: Do elemento Fogo e regido por Júpiter, tem mania de grandeza e seu entusiasmo pode ser extravagante.  É franco e gosta de viajar. 
Filme: Titanic.
Capricórnio: Do elemento Terra, é conservador, cauteloso e metódico. Ambicioso e dedicado, tem excelente capacidade de raciocínio. 
Filme: Seven – Os sete crimes capitais.
Aquário: Signo do futuro, o aquariano é exótico, diferente, independente e amante da liberdade. 
Filme: Cidade dos Sonhos.


Peixes: Sensível, amável, sonhador, o pisciano tem dificuldades de tomar decisões. 
Filme: 500 dias com ela.
Fonte: Guia dos Signos

Coquetéis para não perder

Em São Paulo, sair para beber já não se resume a optar por cerveja ou caipirinha. Encontramos coquetéis que mostram a que nível chegamos.


Chef Killed Bloody Mary do SubAstor é finalizado com tomates-cereja injetados de sal

Garrafas de cerveja em baldes de gelo, garçons circulando com bandejas de chope estupidamente geladas e, é claro, caipirinhas na combinação clássica de limão e outras frutas com cachaça, vodca e saquê. Este é o combustível que move a cultura de boteco da cidade. Mas na extremidade mais cara do mundo alcoólico estão espalhados bartenders que se utilizam de técnicas de ponta da mixologia para criar drinques equilibrados e de alto calibre – e, sobretudo, que façam jus ao valor da conta.


Embora São Paulo ainda tenha bastante a amadurecer se comparada à escala global, isso não significa que a cena de coquetéis da cidade careça de criatividade. Por aqui, bartenders acendem lascas de carvalho para infundir fumaça nas bebidas; há carbonização instantânea com CO² pressurizado; e, ainda, a lenta e meticulosa técnica por trás da fermentação caseira. A magia não está apenas nas misturas líquidas: também provamos coquetéis sólidos escorregadios e espumas de óxido de nitrogênio de sabores intensos, que dão um toque molecular à mixologia.



Puxe um banco e sente-se onde o espetáculo acontece, bem ali, no balcão, e assista aos mestres mixologistas macetarem, misturarem e mexerem os sabores mais exóticos – muitas vezes com ingredientes nada convencionais em suas criações, como bacon e caldo de carne, algodão doce, chá e ervas analgésicas da Amazônia. A seguir, acompanhe quais são, como são feitos e onde podem ser encontrados os coquetéis que mais chamaram nossa atenção. Escolha o seu e saúde!

Água do Mar-Kinoshita:
R. Jacques Félix, 405, V. N. Conceição, 3849-6940.restaurantekinoshita.com.br 
Por muito tempo um privilégio das bordas das margueritas, o sal renasce como ingrediente essencial em bebidas originais. No sofisticado restaurante japonês Kinoshita, instale-se no comprido balcão central para apreciar o sal sendo utilizado em um martíni clássico – o Água do Mar. Neste coquetel, as notas florais do gim Tanqueray ganham um toque saboroso do sal marinho Maldon e – mantenha a mente aberta –, caldo de azeitona, antes de ser servido com uma tira de casca de limão.

Sex on the beach -Lab Club:
R. Augusta, 523, Consolação, 3825-1960. labclub.com.br
Os coquetéis sólidos ainda são uma controvérsia. Se há uma maneira elegante de consumir um cubo escorregadio de coquetel, ainda não a descobrimos. Sem contar a diferença desproporcional entre o tempo de espera e o de consumo: após dez minutos observando o bartender (que mais parecia um cientista maluco) que media, misturava, injetava, cortava e filtrava, o resultado foi engolido com apenas um movimento. De todos os endereços na cidade onde se poderia esperar esse tipo de mixologia molecular, o último seria na Rua Augusta. 


Pois é ali que fica o Lab Club, uma casa noturna escura que ocupa um galpão, onde coquetéis sólidos são os destaques – e o espaguete de caipirinha, injetado com uma seringa em um prato, ainda é uma atração. Para uma casa que se pautou na experimentação, poucas novidades entraram no menu de bebidas moleculares desde que abriu, em 2010. Garanta uma experiência sensorial e peça um Sex on the Beach – uma ‘gema’ feita de vodca, licor de pêssego e suco de pêssego e laranja, com ‘pérolas’ de xarope de romã.

Bloody Marry-Ramona:
Av. São Luís, 282, República, 3258-6385. casaramona.com.br
O bloody mary é um coquetel clássico – com seu poderoso toque picante, é uma das poucas bebidas que podem ser apreciadas antes do meio-dia sem julgamentos. No descolado restaurante Ramona, vizinho à balada de rock Alberta#3 (e dos mesmos proprietários), elevou a experiência da bebida, misturando suco de tomate fresco com tabasco, rabanete, sal, suco de limão, molho Worcestershire, vodca Ketel One e – aqui vem a surpresa – duas fatias crocantes de bacon, que despontam do líquido sem cerimônia, sobretudo diante de vegetarianos sedentos (a bebida pode ser feita sem o bacon, é claro). 


O gosto defumado do bacon combina perfeitamente com o suco doce e os temperos. E o bacon ainda serve como um mixer comestível que, aliás, pode ser bem mais satisfatório que um palito de aipo.

Manauara -Brasserie des Arts:
R. Pe. João Manoel, 1.231, Jd. Paulista, 3061-3326.


Uma das inaugurações mais faladas do momento, o Brasserie des Arts é uma boa mistura de bar e bistrô que traz ao Brasil o bar homônimo de Saint-Tropez. Madeira, concreto, lustres assinados por Philippe Starck e tons suaves de couro e camurça formam o cenário para o público endinheirado, vestindo microssaias, camisas engomadas e maxijoias, embalados pelo som de house. Se esse tipo de ambiente lhe agrada ou não, o que interessa é que o lugar vale a visita pelo menu interessante criado pelo bartender-chefe Marcelo Serrano. 
No ano passado, ele saiu do MyNY, um dos melhores bares de coquetéis da cidade, e criou no Brasserie des Arts uma seleção mais enxuta, não menos interessante, de drinques apresentados no menu em uma linha do tempo que começa com clássicos do século XIX até coquetéis bem modernos. Os frequentadores do MyNY reconhecerão o toque criativo de Serrano não apenas na maneira como ele utiliza técnicas inovadoras, como fumaça e espuma de óxido de nitrogênio, mas também na apresentação incomum das bebidas, como a xícara de porcelana com haste de taça, onde vem o La Fayette, de chá de camomila e gim, e as brilhantes canecas de cobre do Moscow Mule – uma mistura refrescante e sem bolhas que leva vodca, gotas de Angostura e suco de limão, coberta por uma espuma densa de gengibre e claras em neve. 


Mas nenhum bate o formigante Manauara, um aceno ao Norte brasileiro em que Serrano mistura vodca com limoncello, Frangelico, licor de chocolate e polpa do cupuaçu. A bebida é servida em um copo de cerâmica, coberta com leve espuma de jambu (inserida com sifão de chantilly). Se você ainda não conhece o jambu, saberá do que se trata logo logo: assim que os efeitos analgésicos da erva amazônica começam, há uma sensação de formigamento nos lábios, seguida pela salivação e, por fim, o total amortecimento da língua. Definitivamente, uma boa opção para depois do jantar.

Sweet Dreams-Tantra:
R. Chilon, 364, Vila Olímpia, 3846-7112. tantrarestaurante.com.br
Plantas tropicais, jardins de bambu e as chamas de centenas de velas à meia-luz dão início à noite sensual nesse restaurante mongol da Vila Olímpia, opção de grandes grupos que comemoram aniversários, famoso entre turistas e entre alguns casais, que tiram proveito dos cantinhos escuros para namorar. Esse começo sedutor lentamente se desfaz, dando lugar à nítida percepção de que a temática aqui está mais para uma estratégia de marketing do que exotismo oriental.


Para acompanhar o clima forçado, surgem algumas surpresas alcoólicas. Comecemos pelo Sweet Dreams: uma mistura viscosa e doce de frutas vermelhas, vodca e um traço de vinagre balsâmico, que vem coberta por uma camada de 15 cm de algodão-doce rosa, precariamente equilibrado. Grude os lábios no canudo e não pare enquanto não beber tudo – é uma corrida contra o tempo. Em um instante, o algodão-doce estava afundando no copo, tornando-se uma mistura de açúcar derretido e deixando a mesa (sem falar das nossas mãos e bocas) em estado de alerta. 


Pausa para lavar as mãos e já estávamos prontos para outra injeção de glicose, com um coquetel de sorvete. Desistimos do Desejo – sorvete de chocolate com licor de cacau, Amarula e baunilha – para optar pelo French Kiss, uma mistura mais leve de sorbet de espumante com o próprio espumante (faltou o gengibre anunciado no menu) servida na taça de champanhe. Para algo mais direto, escolha o menu de ‘Shotters’ e encontre mais de dez doses diferentes de vodca saborizada, servidas em copinhos feitos de gelo. 



No que se refere à comida, as combinações podem ser tão bizarras quanto a dos drinques. Libere o excêntrico gourmet que há em você ao encarar a fila para a grelha mongol, e encha sua tigela com uma opção de carne, frutos do mar, legumes e infinitos temperos e molhos antes de levá-la para o enorme tacho, onde será frita. Cação com javali, canela, pimenta, amendoim e orégano. Por que não?

BBQ-Rothko:
R. Wisard, 88, Vila Madalena, 3032-4295. 
Um dos lugares mais despretensiosos e fora da rota mais óbvia da Vila Madalena, mas ainda assim fácil de achar, o Rotkho continua impressionando pelo uso criativo de ingredientes e o clima descolado criado pelos funcionários, cujas barbas cuidadosamente escanhoadas e tattoos fazem parte do uniforme que, aliás, não há. O proprietário e chef, Diego Belda, que antes comandava uma balada de rock ao vivo na Barra Funda (CB Bar) e um bar (Casa Belfiore), encontrou no Rotkho o lugar certo para suas criações. 


Ali as opções de bocados – pratos pequenos e lindamente apresentados – são anotadas a giz na lousa, ao mesmo tempo em que manteve seus antigos clientes roqueiros satisfeitos com uma sólida seleção de hambúrgueres e cervejas artesanais – entre elas, Rogue e Colorado, além do chope punk Brew Dog. Os bocados mudam todos os dias, dependendo da disponibilidade dos ingredientes, mas um deles é particularmente delicioso, o Porco Bebinho – costelinhas suínas, marinadas por 24 horas na caipirinha antes de serem assadas lentamente até ficarem doces e tenras, servidas sobre cubos de banana cozida. 
A  abordagem incomum dos ingredientes prossegue no balcão do bar – uma comprida tábua revestida de basalto, atrás da qual o barman Henrique serve misturas interessantes, além dos clássicos. O ‘BBQ’ tem sabor complexo, com uma surpresa carnívora: a doçura do suco de tomate e a acidez do limão dominam de início, mas, depois, dão lugar ao salgado do molho demi-glacé de carne e ao amargor defumado da essência de fumaça, com o vapor de Jack Daniels que escapa enquanto você suspira de prazer.

Foam Margarita-SubAstor:
R. Delfina, 163, V. Madalena, 3815-1364. subastor.com.br
Nesse ousado bar subterrâneo, uma hostess elegante abre as pesadas cortinas de veludo vermelho que revelam a meia-luz do ambiente. É fundamental chegar cedo ao SubAstor (antes das 22h), quando ainda é possível sentar-se. E para uma experiência completa com o seu coquetel, melhor sentar-se no alto, no balcão iluminado, feito de mármore branco, que garante uma boa visão do habilidoso trabalho dos bartenders. 


A melhor pedida são as versões de drinques clássicos – experiências audaciosas que desconstroem tais coquetéis, em um rearranjo criativo dos ingredientes.  O Chef Killed Bloody Mary, por exemplo, traz vodca e bitters de laranja em uma taça de martíni e, no topo, um palito com três tomates-cereja injetados de sal e gotas de tabasco. A Foam Margarita é uma obrigação – em vez das tradicionais bordas de sal, o clássico drinque mexicano vem coberto por uma espuma cítrica deliciosamente densa e levemente salgada (servida com um sifão de chantilly) e é finalizado com raspas de casca de limão.

Mr.Bombay Deluxe-Noh Bar:
R. Bela Cintra, 1.709, Jd. Paulista, 2609-3673. nohbar.com.br 
Máquinas de fumaça, sifões de óxido de nitrogênio e câmaras de vácuo estão bem longe de itens como socadores, colheres, coqueteleiras e peneiras que ainda fazem parte do kit essencial do bartender. Aberto no fim do ano passado, o Noh tem todas as novidades em utensílios, resultando, também, em inventivos coquetéis. O menu – uma brochura com fotos em papel brilhante – é cheio de novidades, apesar de nem sempre tão saborosas, com algumas misturas que excediam no açúcar. 
Os coquetéis com infusão de fumaça, feitos com um defumador portátil, apresentam um equilíbrio entre o visual dramático e o sabor exótico. O Mr. Bombay Deluxe é uma das infusões esfumaçadas mais intensas. Aproveite o espetáculo e aprecie o momento em que o bartender remove a tampa da taça, deixando escapar a emissão de fumaça que revela uma mistura de gim Bombay Sapphire com bitters, raspas de limão e licor Luxardo.

Dez wine bars em São Paulo

 Os caminhos para se provar os melhores vinhos na cidade de São Paulo
Bardega
Clubes de coquetéis experimentais e bares de cerveja artesanal podem até ser a modinha em Nova York e Londres, mas, aqui em São Paulo, o vinho é protagonista de uma tendência que promete dar nova dimensão à cena de bares da cidade – tradicionalmente voltada para outro ramo, o dos cervejeiros. E os ventos da mudança cheiram a chardornnay e merlot.

Embora tomar tintos e brancos certamente não seja nenhuma novidade nos círculos mais altos da sociedade paulistana – os restaurantes refinados há muito têm amplas cartas de vinho e sommeliers bem preparados –, os bares finalmente estão matando a sede cada vez maior de seus clientes por vinho. Novos e charmosos wine bars, tavernas subterrâneas e híbridos de loja e bar começaram a surgir nos últimos dois anos, oferecendo uma bem-vinda alternativa para o chope e as caipirinhas.

Na maior parte dos casos, rótulos importados do Velho Mundo e dos vizinhos Argentina e Chile dominam as cartas dessa nova safra de estabelecimentos, embora haja bons vinhos nacionais também. 

Mesmo que já seja possível encontrar, em taça, vinhos brasileiros exclusivos e fabulosos nos cada vez mais numerosos bares especializados da cidade, isso ainda é muito mais difícil do que deveria. Difícil, mas não impossível, como você descobrirá em nossa seleção de dez dos melhores wine bars. Com os sommeliers de cada casa, conseguimos dicas de bebidas nacionais superiores e, onde não há nenhuma no menu, recomendamos uma alternativa importada mais acessível. Um brinde a isso!

Bravin: Rua Matogrosso, 154, Higienópolis (2659-2525).



Os devotos do vinho se reúnem no bar e restaurante Bravin, cuja proprietária nada convencional – a sommelière tatuada e careca Daniela Bravin – tem uma abordagem tão original quanto sua aparência. Não há carta de vinhos. Os clientes se colocam inteiramente nas mãos dela, acompanhando-a à adega para encontrar a melhor opção da noite. Ao som de uma trilha sonora muito agradável de clássicos brasileiros, ela examina seus produtos maravilhosamente selecionados, com cerca de 40 vinhos brasileiros exclusivos, mas também com rótulos do mundo todo. 
 Dica: Ocasionalmente, o Bravin abre para uma Domingueira – um churrasco harmonizado com vinhos aos domingos. As datas são anunciadas no Instagram da proprietária: @danielabravin. 

Divine Wine Bar: 
Alameda Jaú, 1844, Jardim Paulista (3063-3961/divinewinebar.com.br).


O subsolo com cara de porão do Divine é exatamente como deve ser um bar de vinho: pouco iluminado e misterioso. Apesar de ter apenas cerca de 16 opções servidas na taça, o Divine é um wine bar muito dedicado aos tintos, brancos e rosés. Leve sua taça até a máquina Enomatic, que serve automaticamente uma seleção de oito vinhos de ponta; a pequena dose de 25 ml possibilita que reles mortais provem bebidas vintage caríssimas. O ponto forte do Divine são os rótulos do Novo Mundo, marcados no menu com símbolos que representam os vintages excepcionais, os biodinâmicos (produzidos por meio de metódos naturais bem específicos) e os recomendados pela casa.

Bardega: Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, 218, Itaim Bibi (2691-7579 /bardegawinebar.com.br).


É fácil sentir-se intimidado no Bardega, seja pelo grande número de opções ou pela tecnologia. A sofisticada casa é um dos mais novos bares de vinho do Itaim, consolidando o bairro como o destino principal de enófilos. Majoritariamente frequentado após o expediente, o Bardega – um espaço tipo celeiro, com vigas de madeira e algumas luzinhas pendentes – é dominado por uma parede inteira de máquinas de autosserviço Enomatic. As máquinas, aliás, são a bênção e a maldição do Bardega. Quase 100 vinhos podem ser servidos, em taças de 30 ml e 60 ml, ou no tamanho mais generoso de 120 ml. Pegue uma taça, insira o cartão e vá em frente. iPads estrategicamente localizados oferecem textos sobre cada vinho ao toque de (outro) botão. 

 Dica: Bolinhas pretas nas máquinas indicam quais vinhos estão na promoção 2 taças por 1 durante a happy hour.

Vino: Rua Professor Tamandaré de Toledo, 51, Itaim Bibi (3078-6442/lojavino.com.br).


A sofisticada rede de Curitiba funciona como empório de vinho e restaurante italiano, e é um lugarzinho ultracasual para beber sem culpa. Encontre um banquinho diante do balcão em forma de U – a peça central da loja e popular entre os comensais solitários, que querem uma bebida após o trabalho sem a preocupação de se sentarem à mesa sozinhos. A clientela engravatada do início da noite dá lugar a casais coladinhos e famílias na hora do jantar, quando pratos substanciosos podem ser harmonizados com cerca de 570 vinhos em garrafa, incluindo uma dezena de rótulos brasileiros. 

Dica: Nos horários mais concorridos, praticamente todos os vinhos da loja podem ser pedidos em taça. Melhor brasileiro: Cave Geisse Brut .

Rouge Bar a Vin: 
Rua Doutor Mário Ferraz 561, Itaim Bibi (2628 8377/rougebar.com.br).


Em um trecho da Rua Dr. Mário Ferraz que é sinônimo de bares badalados, o recém-chegado Rouge Bar a Vin traz uma agradável mudança de cenário. Com uma atitude despretensiosa em relação ao vinho e preços que não são de fazer chorar, é fácil passar uma noite deliciosa aqui.  A música ambiente tranquila toca enquanto você examina as opções de vinhos em taça, a maior parte francesa e de outras partes do Velho Mundo, convenientemente apresentadas em um gráfico que os classifica como seco, leve, frutado e encorpado. Sente-se no arejado pátio da frente para ver o mundo passar, ou então esconda-se no jardim dos fundos, mas será preciso chegar cedo para conseguir uma mesa durante a semana – a excelente promoção de duas taças por uma durante a happy hour (ter. a sex., 18h-20h) atrai tanto os enófilos mais abastados como os sedentos por uma pechincha, aos montes.

Avek: 
Rua Joaquim Antunes, 48, Jardim Paulistano (2507-5932).


Aberto há apenas três meses, o Avek ainda tem muito chão para que o atendimento e a comida sejam tão brilhantes como suas novíssimas taças de cristal. O restaurante consiste em um salão nos fundos – decorado e iluminado de forma charmosa, com um labirinto de abajures em uma parede – e um espaço na frente, mais iluminado, com pé-direito duplo e paredes de tijolos brancos, que é um misto de loja e bar. Ali, caixas e prateleiras de vinho competem por espaço com as mesas, cadeiras e o balcão com banquetas. Você pode se esbaldar com a comida francesa enquanto bebe um dos mais de 100 vinhos. 

Bodega Franca: 
Alameda Franca, 1045, Jardim Paulista (3081-3870/bodegafranca.com.br)

O ambiente de dois andares na recém-aberta Bodega Franca incorpora uma bem iluminada loja de vinhos no térreo e um charmoso restaurante à luz de velas no subsolo, onde há candelabros de ferro envelhecido, pequenas jabuticabeiras e uma cobertura de folhagens. Se for passar por aqui só para uma tacinha de vinho, encontre um lugar na varanda que dá para a rua ou sente-se no fundo da loja, onde duas mesas criam um aconchegante refúgio. Para beber, leia o menu ou analise as prateleiras para mais opções. Todas as garrafas em exposição – mais de 350 ao todo – podem ser consumidas no local, com o mesmo preço de loja. 

La Madrileña: Rua Cônego Eugênio Leite, 1127, Pinheiros (3034-0344/lamadrilenasp.com.br).


O serviço cordial prestado pelos proprietários hispano-brasileiros Edson Sarabia e Emerson Mafra, e a novidade de poder escolher sua bebida em uma prateleira com seletos 45 vinhos espanhóis a preços razoáveis – vindos majoritariamente de Rueda, Ribera Del Duero e La Rioja – fazem de uma visita a esse wine bar de Pinheiros um deleite. As tapas são feitas pela mãe de Sarabia, o que aumenta o ar caseiro do lugar. Se o tempo estiver bom, pegue uma mesa no jardim dos fundos. Ou, para um tête-à-tête mais intimista, vá a um dos cantos mais tranquilos do andar superior, recém-inaugurado.

Rubi Wine Bar:Alameda Jaú, 1595, Jardim Paulista (4323-1667/rubiwinebar.com.br).
 


'Wine bar' pode até formar dois terços do nome desse lugarzinho rústico dos Jardins, mas, com não mais que 12 vinhos disponíveis na taça, ele certamente não faz jus ao nome. Mas os muitos lugares ao longo do balcão de madeira – ideais para clientes solitários – compensam a falha. Mesas pesadas de madeira e paredes cor de terra dão um ar de taverna italiana ao ambiente, e a Itália é o foco do cardápio, com 20 rótulos italianos e, para acompanhar, risotos, filés e massas. Se você procura burburinho, não espere encontrar isso aqui após as 22h.

Sacra Rolha: 
Rua Rio Grande, 304, Vila Mariana (4304-0300/sacrarolha.com.br).


O mosaico de engradados de vinho que forma a fachada dessa autodenominada 'champanheria' deixa claro, desde o início, que o projeto aqui partiu para a decoração temática em vez da elegância sofisticada geralmente associada a bares de champanhe. Dito isto, o espaço é agradável o bastante – prefira o jardim verdejante da frente se o tempo estiver bom. É possível escolher entre 130 vinhos, 12 dos quais estão disponíveis na taça.

Cinco bares gourmet em São Paulo

Lugares onde as bebidas dividem as atenções com os pratos.
Pizza do bar Forquilha, em Pinheiros

Pizza de massa fina com presunto parma, vinagre balsâmico e mel do novo Forquilha

Um balde com cervejas geladas e uma tigela de amendoim salgado nem sempre satisfazem. Bons bares raramente ficam cheios se suas cozinhas também não aguçarem o paladar com pratos gourmet, de ostras a steak tartare e saladas sofisticadas.

Comer em bares certamente não é nenhuma novidade em São Paulo. Os botecos há muito são o destino para fartas feijoadas no almoço. E alguns de nossos lugares favoritos para jantar – Bar da Dona Onça e Bottagallo, para citar apenas dois – se definem como bares, apesar dos pratos substanciosos em praticamente todas as mesas. Com muitos bares entrando no território dos restaurantes, estamos de olho nos que têm apelo gourmet entre os recém-inaugurados.

Barteco: R. dos Pinheiros, 220, Pinheiros (2619-2880/facebook.com/barteco.sp)

Com uma abordagem requintada da comida tradicional de boteco, o claro e alegre Barteco (R. dos Pinheiros, 220, Pinheiros, 2619-2880) é um novato de dois andares na Rua dos Pinheiros. Com um chef que trabalhou em grandes restaurantes, como o Kaá, trata-se de comida com qualidade de restaurante a preços de bar. Comece com uma rodada de croquetes de linguiça toscana ou de costelinhas de porco assadas em baixa temperatura, servidas com molho agridoce picante. Com o menu convenientemente dividido em cinco seções – os petiscos custam R$ 14 ou R$ 19, enquanto os pratos principais custam R$ 39 –, os clientes podem escolher de acordo com a vontade, e não com o bolso. Até mesmo a carta de vinhos tem preços razoáveis, com garrafas a R$ 69 ou R$ 99. As caipirinhas ganham uma cara contemporânea, renovadas com ervas e temperos – peça a de lichia com manjericão (R$ 16). Os coquetéis vão ainda mais longe – o Campeche mistura caju, lichia, lima-da-pérsia, pimenta e menta (R$ 38). Em noites mais quentes, uma mesa na calçada é uma boa para observar o movimento.

Minato Izakaya:R. dos Pinheiros, 1.308, Pinheiros (3814-8065/facebook.com/minatoizakaya)

O Minato Izakaya é o mais novo izakaya da cidade – uma versão japonesa do gastropub e tradicional destino para quem sai do trabalho, alternando entre rodadas de saquê e pratos quentes. No minúsculo e escurinho Minato é preciso chegar cedo para encontrar uma banqueta livre. “Tentei criar um pedacinho do Japão em São Paulo”, explica um dos donos, Fabio Koyama. “Após cinco anos trabalhando em izakayas no Japão, tentei incorporar o máximo possível de elementos autênticos – não há mesas, o balcão é o coração da casa, cada porção serve apenas uma pessoa.” Na hora de fazer o pedido, siga o exemplo dos vizinhos de bancada ou pergunte ao chef o que há de melhor no menu do dia. A comida aqui – ao contrário da maioria dos izakayas – também inclui sushi e sashimi. Para beber, atenha-se estritamente ao saquê – o Minato serve cerca de dez saquês importados do Japão (uma dose custa de R$ 17 a R$ 43, e a garrafa pequena varia entre R$ 36 e R$ 71).

Forquilha: R. Vupabussu, 347, Pinheiros (2371-7981/facebook.com/forquilhaforneria)

Antônio Rodrigues/Divulgação

O novíssimo Forquilha engrossa o grupo de bares e restaurantes do lado do Alto de Pinheiros da Avenida Brigadeiro Faria Lima. Combinando ambiente informal com menu italiano, o Forquilha tem o forno à lenha (e um aquecedor que vem a calhar nas noites de inverno) como principal atrativo; do forno, saem fumegantes pizzas de massa fina, além de pratos de massa como a lasanha Mamadi (R$ 36) – com presunto, mussarela, provolone, parmesão e molho de tomate. Inexplicavelmente, a lasanha circula em um carrinho e é servida em porções generosas na mesa. Até mesmo sobremesas são finalizadas na lenha, como as frutas assadas com um toque de mel e servidas com mascarpone (R$ 18). Para beber, vinho é uma boa aposta; há 60 garrafas no menu e seis estão disponíveis na taça, nas máquinas de autosserviço Enomatic.


Mundial: R. Girassol, 354, V. Madalena (3097-9353)


Na Vila Madalena, os quatro irmãos Altman – proprietários de três dos botecos sofisticados mais longevos do bairro, o Genésio, o Filial e o Genial – estão abrindo uma quarta casa, chamada Mundial, que deve ser inaugurada em setembro. Divergindo da fórmula de sucesso do clássico botequim carioca, caracterizada por garçons de gravata-borboleta e piso de ladrilho, o Mundial é mais bar do que boteco – todo em madeira, concreto e vidro por dentro e com uma grande varanda. Mas uma qualidade que tem em comum com seus irmãos é o foco na boa comida – em sintonia com o nome do bar, você pode satisfazer seu desejo por curry e hambúrguer, e tomar gosto por salgados quentes e saborosos de cantos distantes do globo: pastéis fritos brasileiros, guioza japonês, samosas indianas (foto), empanadas argentinas e varenikes judeus.

Bar: R. Joaquim Antunes, 248, Jd. Paulistano (3061-3810/barbar.com.br)


Nos Jardins, o bar. está facilmente se destacando dos restaurantes vizinhos, e não só no nome. Investindo forte nos coquetéis, oferece mais de 40 misturas, e o barman está disposto a preparar qualquer clássico que não estiver no menu. O andar superior vira uma pista de dança improvisada quando o jazz das quartas-feiras e o groove das quintas animam o público endinheirado. O cardápio traz combinações incomuns, como costela de porco com molho de framboesa (R$ 43) e a ‘surpresa de lichia’ (R$ 23) – de fato uma surpresa, embora não necessariamente agradável, na forma de lichias recheadas de cream cheese e wasabi.