quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Hipertensão

Definição

Hipertensão é o termo usado para descrever a pressão arterial alta.
A pressão arterial é a medida da força contra as paredes das artérias conforme o coração bombeia sangue para todo o corpo.
As leituras de pressão arterial são medidas em milímetros de mercúrio (mmHg) e normalmente são apresentadas na forma de dois números – por exemplo, 120 por 80 (escreve-se 120/80 mmHg). Um desses números ou ambos podem estar altos demais.
O número superior é a pressão sistólica.
  • É considerada alta se estiver a maior parte do tempo acima de 140.
  • É considerada normal se estiver a maior parte do tempo abaixo de 120.
O número inferior é a pressão diastólica.
  • É considerada alta se estiver a maior parte do tempo acima de 90.
  • É considerada normal se estiver a maior parte do tempo abaixo de 80.
Pode-se falar de pré-hipertensão quando:
  • O número superior (pressão arterial sistólica) estiver entre 120 e 139 a maior parte do tempo ou
  • O número inferior (pressão arterial diastólica) estiver entre 80 e 89 a maior parte do tempo
Se você tiver pré-hipertensão, terá maior probabilidade de desenvolver pressão arterial alta.
Se você tiver problemas cardíacos ou renais, ou se teve um derrame, seu médico pode querer que a sua pressão sanguínea seja ainda mais baixa que a das pessoas que não sofrem desses problemas.

Nomes alternativos

Pressão arterial alta; hipertensão arterial; HTA

Causas, incidência e fatores de risco

Muitos fatores podem afetar a pressão arterial, incluindo:

 
A pressão arterial é a força aplicada contra as paredes das artérias conforme o coração bombeia sangue para todo o corpo.
  • A quantidade de sal e água no organismo
  • A condição de seus rins, sistema nervoso ou vasos sanguíneos
  • Os níveis de diferentes hormônios no corpo
Você tem maior probabilidade de ter hipertensão arterial conforme envelhece. Isso acontece porque os vasos sanguíneos se tornam mais rígidos com a idade.
Quando isso acontece, a pressão arterial aumenta. A hipertensão arterial aumenta a probabilidade de ter um derrame, infarto, insuficiência cardíaca, doença renal e morte prematura.

Você tem maior risco de desenvolver hipertensão se:
  • For afro-descendente
  • For obeso
  • Estiver frequentemente estressado ou ansioso
  • Comer muito sal em sua dieta
  • Tiver um histórico familiar de hipertensão
  • Tiver diabetes
  • Fumar
Na maioria das vezes, a causa não é identificada. Isso é chamado de hipertensão essencial.
A pressão arterial alta causada por outra doença ou por medicamento é chamada de hipertensão secundária. A hipertensão secundária pode ser devido a:
  • Abuso de álcool
  • Aterosclerose
  • Doenças autoimunes como periarterite nodosa
  • Doença renal crônica
  • Coartação aórtica
  • Consumo de cocaína
  • Diabetes (se causar danos aos rins)
  • Doenças endócrinas como tumores adrenais (feocromocitoma, aldosteronismo), doenças da tireoide e síndrome de Cushing
  • Medicamentos
    • Inibidores do apetite
    • Contraceptivos orais
    • Alguns medicamentos para resfriados
    • Corticoides
    • Remédios para enxaqueca
  • Estenose da artéria renal

Sintomas

Na maioria das vezes, não há sintomas. Os sintomas que podem ocorrer abrangem:
  • Confusão
  • Ruídos ou zumbido nos ouvidos
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Batimento cardíaco irregular
  • Hemorragia nasal
  • Alterações da visão
Se você tiver dor de cabeça forte ou qualquer um dos sintomas acima, consulte seu médico imediatamente. Podem ser sinais de uma complicação ou pressão arterial perigosamente alta chamada hipertensão maligna.

Exames e testes

 

Hipertensão é um distúrbio caracterizado por pressão sanguínea alta. Ela deve ser monitorada, tratada e controlada por medicamento e mudanças de hábitos.

Seu médico realizará um exame físico e verificará sua pressão arterial. Se ela estiver alta, seu médico poderá considerar que você tem hipertensão arterial. É necessário repetir a verificação da pressão com o tempo, para que o diagnóstico seja confirmado.
Se você monitora sua pressão arterial em casa, poderão ser feitas as seguintes perguntas:
  • Qual foi a última leitura de sua pressão arterial?
  • Qual foi a leitura anterior?
  • Qual é a média sistólica (número superior) e diastólica (número inferior)?
  • A sua pressão arterial aumentou recentemente?
Outros exames podem ser realizados para detectar sangue na urina ou insuficiência cardíaca. Seu médico vai procurar por sinais de complicações no coração, nos rins, nos olhos e em outros órgãos do corpo.
 
Esses exames podem incluir:
 Tratamento
O objetivo do tratamento é reduzir a pressão arterial para que você tenha menos risco de complicações. Você e seu médico devem estabelecer uma pressão arterial ideal para você.
Existem muitos medicamentos diferentes que podem ser usados para tratar a pressão arterial alta, incluindo:
  • Bloqueadores alfa
  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA)
  • Antagonista do receptor da angiotensina
  • Bloqueadores beta
  • Bloqueadores do canal de cálcio
  • Agonistas alfa centrais
  • Diuréticos
  • Inibidores da renina, incluindo o alisquireno (Tekturna)
  • Vasodilatores
Seu médico também pode recomendar fazer exercícios, perder peso e ter uma dieta mais saudável. Se você tiver pré-hipertensão, seu médico recomendará as mesmas mudanças no estilo de vida para fazer com que sua pressão arterial esteja dentro dos valores normais.
Muitas vezes, um só anti-hipertensivo não é suficiente para controlar a pressão arterial e pode ser necessário tomar dois ou mais medicamentos. É muito importante tomar os medicamentos prescritos. Se tiver efeitos colaterais, seu médico poderá substituir um medicamento por outro.

 
Mudanças no estilo de vida
Além de tomar o medicamento, muitas outras ações podem ajudar a controlar sua pressão arterial, incluindo:
  • Ter uma dieta mais saudável, com potássio e fibras, e beber muito líquido
  • Fazer exercícios regularmente – pelo menos 30 minutos por dia
  • Parar de fumar, se for o caso – encontre um programa para ajudá-lo
  • Limitar a quantidade de álcool ingerida – 1 dose por dia para as mulheres, 2 por dia para os homens
  • Limitar a quantidade de sódio (sal) que você ingere –o ideal é menos de 1.500 mg por dia
  • Reduzir o estresse – tente evitar o que causa estresse em você. Você também pode tentar meditação ou ioga
  • Mantenha um peso saudável – encontre um programa para ajudá-lo a perder peso, se for necessário
 Seu médico pode ajudá-lo a encontrar programas para perder peso, parar de fumar e fazer exercícios. O seu médico também poderá indicar um nutricionista, que poderá ajudá-lo a planejar uma dieta que seja saudável para você.
Seu médico pode pedir que você mantenha um registro de sua pressão arterial em casa. Certifique-se de ter um dispositivo doméstico adequado e de boa qualidade. Ele provavelmente terá um punho com um estetoscópio ou um leitor digital. Pratique com seu médico ou enfermeiro para se certificar de que esteja medindo a pressão arterial corretamente.

Evolução (prognóstico)

Na maioria das vezes, a pressão arterial alta pode ser controlada com medicamentos e mudanças no estilo de vida.

 
Hipertensão não tratada

Ligando para o médico

Se você tem hipertensão, deverá consultar seu médico regularmente.

Mesmo que não tenha sido diagnosticado com hipertensão, é importante verificar a pressão arterial durante seu check-up anual, principalmente se alguém de sua família tem ou teve pressão alta.
Entre em contato com seu médico imediatamente se o seu monitoramento doméstico indica que a pressão arterial continua alta ou se tiver algum dos seguintes sintomas:
  • Dor no peito
  • Confusão
  • Cansaço excessivo
  • Dor de cabeça
  • Náuseas e vômitos
  • Falta de ar
  • Suor significativo
  • Alterações da visão

Prevenção

Os adultos com mais de 18 anos devem verificar a pressão arterial rotineiramente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os 5 melhores exercícios para o corpo e a mente

Eles controlam o peso, aumentam o equilíbrio e a flexibilidade e ainda melhoram o humor

A cada estação, as academias oferecem novas modalidades de exercícios físicos. Em meio a tanta diversidade, como escolher o que realmente dá resultado e qual delas não pode faltar na rotina de malhação?

 De acordo com especialistas da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, cinco exercícios podem fazer maravilhas pela saúde, mantendo o peso sob controle, melhorando o equilíbrio e a força e cuidando também da mente. 

Veja quais são eles:

Natação
De acordo com os pesquisadores de Harvard, este seria o exercício perfeito. A água promove resistência, que vai ajudar no fortalecimento muscular sem impacto. Dessa forma, é possível gastar calorias sem prejudicar as articulações.
Nadar também desenvolve o sistema cardiovascular e principalmente o sistema respiratório. Pesquisas já demonstraram que esse exercício melhora tanto o estado mental quanto o humor. 
 

 Tai chi
Essa modalidade oriental, chamada também de “meditação em movimento”, ajuda a evitar quedas e aprimorar a saúde mental , principalmente nos idosos. Nessa população específica, o tai chi ajuda a reduzir os riscos de quedas. A modalidade também é acessível a qualquer idade e a pessoas com qualquer condicionamento físico. 

 

 Musculação
Realizados de forma adequada e com intesidade moderada, os exercícios de resistência não vão deixar o corpo musculoso. A musculação é capaz de tonificar os músculos, deixando-os mais fortes e desenhados. Além disso, desenvolver um pouco a massa muscular aumenta o metabolismo do corpo, intensificando a queima de calorias mesmo quando a pessoa está parada.

 

 Caminhada
Caminhar é simples e qualquer um pode fazer, é só manter o ritmo adequado para a condição física e idade. Além de ajudar a entrar em forma, caminhar por pelo menos 30 minutos por dia pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diabetes .

 Para quem quer começar, a dica dos especialistas da Escola de Medicina de Harvard é andar por 15 minutos e, quando esse tempo ficar fácil de fazer, aumentar para 30 e depois para 60 minutos. 

 

Exercícios Kegel Esses exercícios não melhoram a aparência, mas com certeza têm um grande efeito sobre a saúde e o bem-estar, principalmente para as mulheres na maturidade. Os exercícios de Kegel são uma série de contração e relaxamento do músculo da região pélvica, a fim de prevenir a frouxidão da musculatura dessa área. O objetivo é evitar a incontinência urinária e, garantem alguns especialistas, aumentar o prazer na relação sexual.

 

 

Pesquisa comprova: natação é remédio para asma 

Crianças que praticam o esporte reduzem as crises da doença devido ao perfil da atividade.

 


As braçadas em uma piscina ganharam "selo científico" de que fazem bem para a asma, mostra estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 Segundo os resultados publicados no Jornal da Sociedade Brasileira de Pediatria, a prática da natação diminui a hipersensibilidade dos brônquios das crianças asmáticas, diminuindo as crises e os ataques de falta de ar.

 Para chegar às conclusões, os pesquisadores acompanharam 30 pacientes entre 7 e 18 anos, todos em tratamento no Hospital das Clínicas de Campinas, e utilizaram um marcador bioquímico para a asma. No início do estudo, apenas 4 voluntários sabiam nadar mas todos fizeram aulas duas vezes por semana, por 50 minutos, durante três meses.

 Ao final da análise, todos os participantes tiveram reduzidos os marcadores da asma e não apresentaram crises sérias no período. Ao jornal da Unicamp, as duas coordenadoras da pesquisa, a fisioterapeuta Ivonne Bernardo Wicher e a educadora física Flávia Ciello, afirmaram que algumas das crianças estavam tão surpresas com a melhora que acreditavam estar curadas da asma.

“A melhora foi visível, pois a maioria espaçou o intervalo das crises. Este fato os fazia pensar que estavam curados. Mas sempre explicávamos que a asma é uma doença crônica”, esclareceu Ivonne ao periódico da Universidade.
Segundo ela, a natação pode atuar como uma terapia auxiliar do tratamento medicamentoso. O resultado do estudo ao ser comparado ao grupo-controle, composto por 31 crianças que participaram dos testes mas não praticaram a natação – apenas receberam a terapêutica convencional – atestou melhor desempenho dos praticantes do esporte.
 Uma das explicações para o efeito positivo é que a pressão da água, atrelada à alta umidade da água e do fato do exercício ser praticado na posição horizontal, ajuda na expiração do asmático.

 Tai chi: alívio para a artrite

Novo estudo mostra que a milenar técnica chinesa atenua dores

Um novo estudo mostrou que pessoas que sofrem de artrite podem conseguir alívio físico e emocional por meio da prática do tai chi, arte marcial milenar chinesa.

Pesquisadores constataram que pessoas que sofrem de osteoporose, artrite reumatóide e fibromialgia se sentiram melhor e se moveram com mais facilidade fazendo duas aulas por semana deste sistema de exercícios meditativos.

“A prática reduziu a dor, a rigidez muscular e a fadiga, além de melhorar o equilíbrio”, disse Leigh F. Callahan, professora associada da Escola de Medicina Chapel Hill da Universidade da Carolina do Norte e líder do estudo.

Estudos menores já haviam ligado o tai chi a benefícios similares em pessoas com artrite, mas os pesquisadores tinham questionado como as descobertas se aplicariam em uma população maior.
No novo estudo, além da evidência de alívio de brando a moderado por mei da prática, os participantes relataram ganho de mais estabilidade física e conseguiram ampliar o alcance mantendo o equilíbrio ao mesmo tempo – façanha importante para pessoas com artrite.
O tai chi, exercício que trabalha a mente e o corpo, originou-se como na China como uma arte marcial. Na prática, são utilizados movimente lentos e suaves, juntamente com respiração profunda e relaxamento para aumentar a força e a flexibilidade. Callahan, que também é membro do Centro Thurston de Pesquisa de Artrite da UNC, diz que a modalidade se popularizou nos últimos três anos.
“Tem muita gente adotando a prática e se tornando muito interessada na mesma”, disse.
Se estiver provado que o tai chi pode reduzir os sintomas de artrite, este pode ser um tratamento relativamente simples e barato para diversas formas deste mal. Callahan diz que as aulas não costumam custar muito – algumas são oferecidas gratuitamente – e, neste estudo, os participantes podiam participar mesmo sentados se não quisessem ficar de pé.
Compuseram o estudo 247 pessoas – quase todas mulheres, de raça branca e diagnosticadas com diversos tipos de artrite – designadas aleatoriamente pelos pesquisadores a participar de aulas com duração de um hora, duas vezes por semana, por um período de dois meses. As classes foram preparadas pela Fundação da Artrite dos Estados Unidos. Os participantes eram de 20 lugares diferentes dos estados de Nova Jersey e da Carolina do Norte. Para serem elegíveis ao estudo, eles tinham de conseguir se locomover sem assistência.
Antes do início do estudo e no período de avaliação de oito semanas, os pesquisadores fizeram relatórios de todos os participantes quanto aos níveis de dor, fadiga, rigidez muscular e funções físicas. Os participantes também tiveram de fazer uma autoavaliação quanto a saúde geral, estado psicológico (como sensação de desamparo) e sobre como conseguiam realizar atividades rotineiras.
O desempenho físico dos participantes também foi avaliado com o auxílio de um aparelho para testar a força e autonomia da parte inferior das pernas, um teste de marcha (normal e rápida) e dois outros testes de equilíbrio (teste unilateral das pernas e teste de alcance).
Callahan disse que ela ainda não pode quantificar o progresso em termos percentuais, mas os dados disponíveis sugerem que os participantes sentiram melhoras de brandas a moderadas, além do aprimoramento da sensação de bem-estar. Ela afirma que eles também dormiram melhor. Aparentemente, o tai chi oferece benefícios tanto físicos quanto mentais, ela complementou.
“O programa, como um todo, é designado para ajudar as pessoas a relaxar e pensar na respiração, nos movimentos. Tudo é feito lentamente e com um propósito”.
As descobertas do estudo – custeado pela Fundação da Artrite e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos – foram recentemente lançadas no encontro científico anual da Faculdade Americana de Reumatologia, em Atlanta.
Myeong Sôo Lee, pesquisadora titular do Instituto Coreano de Medicina Oriental de Daejeon, Coréia do Sul, disse que apesar de “rigoroso”, o estudo tem limitações. Ela diz que uma delas é que não foram enumerados os benefícios de acordo com os tipos de artrite. Existem evidências que sustentam que o tai chi reduz os sintomas de artrite nos joelhos, mas não para artrite reumatóide, disse Lee – que já pesquisou sobre os benefícios da técnica para artrite.
Embora as descobertas intensifiquem a questão da prática do tai chi como tratamento para algumas formas de artrite, Lee diz que serão necessárias informações adicionais antes que isso se torne uma fórmula geral. Como foram apresentadas em uma conferência, as constatações e conclusões sobre o estudo ainda devem ser vistas como preliminares até que o mesmo seja publicado em uma revista médica revisada por profissionais da área.

Musculação ajuda a parar de fumar 

Estudo mostra que levantar pesos ajuda a cessar o hábito sem ganho de peso

 Quer parar de fumar sem ganhar peso com isso? Vá para a academia.

A sugestão, que parece óbvia, guarda em si uma nuance interessante: uma nova pesquisa norte-americana mostrou que levantar pesos pode ajudar fumantes a largar definitivamente o vício, sem sofrer com o conhecido aumento de peso comumente enfrentado pelos fumantes em abstinência.
 Os pesquisadores descobriram que três meses “puxando ferro” ajuda a reduzir a vontade de fumar e também os sintomas de abstinência, diminuindo ao mesmo tempo o ganho de peso que às vezes acompanha os que desejam parar de fumar.

No geral, homens e mulheres que completaram o programa de treinamento de resistência foram duas vezes mais propensos a largar o vício do que fumantes que não levantaram pesos.
"E enquanto a grande maioria dos fumantes quer parar de fumar, menos de 5% são capazes de fazê-lo sem ajuda", disse Joseph Ciccolo, autor do estudo e psicólogo do exercício do Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine, em Providence (EUA).

"Precisamos de qualquer nova ferramenta que possa ajudar os fumantes a parar com sucesso e, aparentemente, o treinamento de resistência pode ser uma estratégia efetiva", acrescentou.
No estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA, a equipe do Ciccolo recrutou 25 homens e mulheres fumantes com idade entre 18 e 65 anos, que fumaram pelo menos cinco cigarros por dia durante o ano passado.
 Todos os participantes foram aconselhados sobre parar de fumar por 15 a 20 minutos e receberam um suprimento de oito semanas de adesivos de nicotina, antes de serem divididos aleatoriamente em dois grupos.

O primeiro grupo de fumantes foi solicitado a completar duas sessões de uma hora de treinamento de resistência, com 10 exercícios a cada semana durante 12 semanas. A intensidade do programa de treinamento também foi aumentada a cada três semanas. Enquanto isso, o segundo grupo de fumantes (grupo-controle) simplesmente assistiu a um vídeo breve sobre saúde e bem-estar duas vezes por semana.
Depois de completar o regime de 12 semanas, 16% dos fumantes no grupo que levantou peso pararam de fumar, de acordo com o estudo publicado na edição de agosto da revista Nicotine & Tobacco Research. Como bônus adicional, também haviam perdido peso e gordura corporal.
 
Em contraste, apenas 8% dos fumantes no grupo-controle tinha parado, e eles tinham também ganhou peso e gordura corporal, mostraram os resultados. Três meses depois, 15% das pessoas do grupo levantador de peso ainda não tinha começado a fumar de novo, em comparação com 8% do grupo-controle.
No entanto, apesar dos resultados promissores, os autores do estudo observaram que são necessárias mais pesquisas sobre treinamento de resistência antes que a prática possa ser considerada um tratamento clínico para parar de fumar.

Caminhada tem impacto positivo contra depressão, diz pesquisa

Pequeno estudo mostrou que mesmo uma caminhada curta pode ajudar a combater a tristeza

Uma simples caminhada rápida nos arredores de casa pode ter um papel importante no combate à depressão, segundo pesquisadores de uma universidade na Escócia.

 Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão, mas o efeito de atividades menos árduas ainda não foi analisado em profundidade.

 O novo estudo publicado na revista científica Mental Health and Physical Activity afirma que "caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão" e tem resultados similares aos de formas mais vigorosas de exercício. O estudo da Universidade de Stirling analisou dados de oito pesquisas com um total de 341 pacientes.

"A caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de implicar pouco ou nenhum custo, e de ser relativamente fácil de incorporar à rotina diária", dizem os autores.
Os pesquisadores admitem, no entanto, que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o assunto. Ainda há questões sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada. Ar livre Uma em cada dez pessoas enfrenta depressão em algum momento da vida.
Apesar de o problema poder ser tratado com medicamentos, a prática de exercícios é muitas vezes prescrita por médicos como tratamento contra formas mais brandas da doença. Adrian Taylor, que estuda os efeitos dos exercícios contra a depressão, os vícios e o estresse, na Universidade de Exeter, disse à BBC que o ponto positivo da caminhada é que todo mundo já faz isso no dia-a-dia.
"Há benefícios contra problemas de saúde mental como a depressão", afirmou ele.
 Ainda não se sabe exatamente como os exercícios ajudam no combate à depressão. Taylor diz que eles podem funcionar como uma distração dos problemas, dando uma sensação de controle e liberando hormônios do bem-estar.
 A ONG de saúde mental Mind diz que suas próprias pesquisas indicam que só o fato de passar tempo ao ar livre já ajuda pessoas com depressão.
"Para aproveitar ao máximo as atividades ao ar livre, é importante encontrar um tipo de exercício que você goste e que possa fazer regularmente. Tente coisas diferentes, como caminhar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou até nadar na natureza", aconselha Paul Farmer, presidente da ONG.
  "Fazer exercícios junto a outras pessoas pode ter um impacto ainda maior, já que oferece uma oportunidade de reforçar laços sociais, conversar com outras pessoas sobre seus problemas ou simplesmente rir e aproveitar o tempo longe da família e do trabalho. Então, peça a um amigo para se juntar a você."

Caminhada nórdica gasta o dobro do exercício convencional

Não estranhe se vir uma pessoa caminhando com dois bastões de esqui, ela está se exercitando.

 A regra de ouro entre as novas atividades físicas parece ser uma só: maior quantidade de calorias gastas no menor tempo possível. Seguindo essa máxima, a caminhada nórdica promete ser a nova mania entre os brasileiros e vem ganhando simpatizantes em todo o País. Portanto, não estranhe ao se deparar com alguém, debaixo de um sol escaldante, suando com dois bastões na mão.

O adepto mais famoso – e um dos responsáveis pela disseminação da modalidade que nasceu na Finlândia, como base de treino de verão dos esquiadores profissionais – é o escritor Paulo Coelho. 
 A base do exercício, como o nome já deixa claro, é a caminhada tradicional. O grande diferencial, no entanto, é a utilização de dois bastões semelhantes aos de esqui. “Os sticks devem impulsionar o corpo, projetá-lo adiante, aumentando a amplitude de cada passada e envolvendo músculos que normalmente não participam da caminhada regular, como os dos membros superiores”, esclarece Cida Conti, professora da técnica e diretora da Fit-Pro, empresa que prepara programas de atividades físicas.
“Não é um ‘caminhar de bengalas’. O bastão é empurrado para trás, como uma extensão do braço”, explica Fábio Ravaglia, presidente do Instituto de Ortopedia e Saúde e adepto do exercício. A caminhada nórdica ativa 90% dos músculos do corpo, contra 70% do treino regular, compara Conti.

Com mais músculos trabalhando, é natural que o gasto calórico aumente: a estimativa é que sejam consumidas 450 calorias por hora, o dobro do condicionamento tradicional.
“Perde-se mais peso sem aumentar a sensação de esforço. Você intensifica a atividade, sem desconforto”, garante a professora. Com mais empenho, o condicionamento pulmonar também melhora.
Os bastões também diminuem a pressão exercida nos quadris, joelho e tornozelos, reduzindo o impacto nessas regiões, e ajudam a manter o equilíbrio, dando mais estabilidade e segurança, ideal para idosos ou pessoas com dificuldades motoras.
Desde a aparição como uma atividade física, a caminhada nórdica tem sido alvo de diversos estudos que comprovam a relação com o aumento do condicionamento físico, a perda de peso e a redução da pressão arterial. No entanto, as novas pesquisas apontam esse exercício como uma boa forma de combater a osteoporose, doença de Parkinson e fibromialgia.
 Cuidados Mas a caminhada não é tão simples quanto parece. O movimento com os bastões precisa ser correto.
"Ele deve ser fincado no meio da pisada, a um ângulo de 45%, diagonalmente. Vai acompanhando o movimento até atrás, há quase uma extensão do braço. Nesse momento, abre-se a mão que segura levemente o stick e coloca-o novamente na angulação correta”, ensina Cida Conti.
Para evitar possíveis lesões, o acessório precisa ser regulado corretamente. O stick deve ter 68% da altura do usuário (para calcular, multiplique a sua altura por 0,68), instrui Ravaglia. No mercado, existem bastões reguláveis e outros com alturas fixas que vão subindo de cinco em cinco centímetros a partir do 105.
“Se a pessoa optar pelo fixo e seu cálculo der um número quebrado, por exemplo, 117 centímetros, deve comprar o modelo menor se for principiante e o maior se for experiente”, recomenda Cida. Essa diferença, explica, é porque quanto maior o bastão, maior a força para estender o cotovelo e fincá-lo no chão.
A professora também alerta para o momento da compra do acessório: "Cuidado para não levar os que são utilizados para trekking. Eles não têm a luva que garante o movimento perfeito na caminhada."
Os especialistas recomendam que essa atividade seja realizada por trinta minutos, cinco vezes por semana, para quem quer melhorar o condicionamento físico e cardiopulmonar.
“Em seis semanas já é possível perceber a melhora”, afirma o ortopedista. 
Exercicios do kegel beneficiam a incontinencia urinária

Incontinência urinária 

 Definição
A incontinência urinária (ou da bexiga) ocorre quando não é possível ter controle sobre a urina que sai da uretra, canal que leva a urina da bexiga para fora do organismo. Esse problema pode variar de um vazamento de urina ocasional até uma completa incapacidade de reter a urina.

Os três tipos principais de incontinência urinária são:
  • Incontinência de esforço – ocorre durante algumas atividades, como tossir, espirrar, rir ou realizar exercícios
  • Incontinência de urgência – envolve uma necessidade súbita e forte de urinar, seguida de uma contração instantânea da bexiga e a perda involuntária de urina. Não há tempo suficiente para chegar ao banheiro quando você percebe que precisa urinar
  • Incontinência de sobrefluxo – ocorre quando a bexiga não se esvazia por completo, o que leva ao gotejamento
  • Incontinência mista – envolve mais de um tipo de incontinência urinária
Incontinência fecal, um tópico separado, é a incapacidade de controlar a passagem das fezes.

Nomes alternativos

Perda do controle da bexiga; Micção incontrolável; Micção – incontrolável; Incontinência – urinária

Considerações

A incontinência é mais comum entre idosos. As mulheres estão mais propensas a ter incontinência urinária do que os homens.
Crianças e bebês não são considerados incontinentes, pois simplesmente ainda não aprenderam a controlar a vontade de ir ao banheiro. Acidentes ocasionais são comuns em crianças de até 6 anos. Crianças (e às vezes adolescentes) do sexo feminino podem apresentar pequenos vazamentos de urina ao rir.
A enurese noturna em crianças é normal até a idade de 5 ou 6 anos.

MICÇÃO NORMAL
Normalmente, a bexiga começa a se encher de urina que provém dos rins. Ela se expande para permitir volumes maiores de urina.
A primeira vontade de urinar ocorre quando há cerca de 200 mL (pouco menos de 1 xícara) de urina retida na bexiga. Um sistema nervoso saudável responde a essa sensação de expansão alertando o indivíduo por meio da vontade de urinar, permitindo, ao mesmo tempo, que a bexiga continue enchendo.
Um indivíduo normal pode reter cerca de 350 a 550 ml (mais de 2 xícaras) de urina.

Dois músculos ajudam a controlar o fluxo de urina:
  • O esfíncter (o músculo circular ao redor da abertura da bexiga) deve ser capaz de se contrair para evitar que a urina vaze
  • O músculo da parede da bexiga (detrusor) deve se manter relaxado para que a bexiga possa se expandir
No momento de esvaziar a bexiga, o músculo da parede da bexiga (detrusor) se contrai ou se aperta para forçar a urina para fora da bexiga. Antes da contração desse músculo, o corpo deve ter a capacidade de relaxar o esfíncter para permitir que a urina seja expelida.
A capacidade de controlar a urina depende de uma anatomia normal, um sistema nervoso funcionando normalmente e a capacidade de reconhecer e responder à vontade de urinar.

Causas comuns

As causas são:
  • Problemas anatômicos
  • Bloqueio
  • Problemas cerebrais ou nervosos
  • Distúrbios musculares ou nervosos (distúrbios neuromusculares)
  • Demência ou outros problemas psicológicos que afetam a capacidade de reconhecer ou responder à necessidade de urinar
A incontinência pode ser de caráter repentino e temporário ou constante e de longo prazo.
As causas da incontinência repentina ou temporária incluem:
  • Convalescência – por exemplo, durante a recuperação de uma cirurgia
  • Alguns medicamentos (como diuréticos, antidepressivos, tranquilizantes e alguns remédios para tosse e resfriado e anti-histamínicos para alergias)
  • Confusão mental
  • Gravidez
  • Infecção ou inflamação na próstata
  • Acúmulo fecal causado por forte constipação, causando pressão sobre a bexiga
  • Infecção do trato urinário (ou inflamação)
  • Ganho de peso.

Possíveis causas da incontinência de longo prazo:
  • Mal de Alzheimer
  • Câncer de bexiga
  • Espasmos da bexiga
  • Depressão
  • Próstatas aumentadas
  • Problemas neurológicos, como esclerose múltipla ou Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Danos aos nervos ou aos músculos após radioterapia pélvica
  • Prolapso pélvico em mulheres – queda ou deslocamento da bexiga, uretra ou reto para a área vaginal, muitas vezes relacionado a várias gestações ou partos
  • Problemas na estrutura do trato urinário
  • Lesões na coluna
  • Fraqueza do esfíncter; o músculo circular da bexiga responsável por abri-la e fechá-la. Isso pode acontecer após uma cirurgia vaginal ou na próstata
 

Cuidados em casa

Procure um médico para realizar um exame inicial e um plano de tratamento. As opções de tratamento variam, dependendo do caso e do tipo da incontinência. Felizmente, há muitas medidas que você pode seguir para ajudar a controlar a incontinência.

Os seguintes métodos podem ser usados para fortalecer os músculos do assoalho pélvico:
  • Reeducação da bexiga – envolve urinar em horários programados, mesmo que você não esteja com vontade. Entre esses horários, você deve tentar esperar até o próximo horário programado. Primeiro, você precisará programar intervalos de 1 hora. De forma gradual, você poderá aumentar para intervalos de 1 a 2 horas, até que passe a urinar a cada 3 a 4 horas sem vazamento
  • Exercícios de Kegel – contraia os músculos do assoalho pélvico por 10 segundos e, em seguida, relaxe-os por 10 segundos. Repita 10 vezes. Pratique esses exercícios três vezes por dia. Você pode praticá-los em qualquer lugar e a qualquer momento
 Trato urinário feminino
Para localizar os músculos pélvicos, ao começar a praticar os exercícios de Kegel, interrompa o fluxo de urina em meio ao ato de urinar. Os músculos necessários para esse procedimento são os músculos do assoalho pélvico. NÃO contraia os músculos do abdome, das coxas e das nádegas. E NÃO pratique os exercícios em excesso. Isso poderá cansar os músculos e agravar a incontinência.
Dois métodos chamados de biofeedback e estimulação elétrica podem ajudá-lo a aprender como praticar os exercícios de Kegel. O biofeedback utiliza eletrodos colocados sobre os músculos do assoalho pélvico, que emitem uma resposta quando os músculos são contraídos e quando estão relaxados.
A estimulação elétrica utiliza uma corrente elétrica de alta tensão para estimular os músculos do assoalho pélvico. Esse procedimento pode ser realizado em casa ou durante uma consulta médica, por 20 minutos, diariamente, por até 4 dias.

 
Trato urinário masculino
O biofeedback e a estimulação elétrica não serão mais necessários quando você for capaz de identificar os músculos do assoalho pélvico e conseguir fazer os exercícios por conta própria.
O uso de cones vaginais melhora o desempenho dos exercícios de Kegel para mulheres. Há outros procedimentos para tratar a incontinência.
Para conter o vazamento, use absorventes ou fraldas para adultos. Há vários produtos, especificamente desenvolvidos, que podem ser usados sem que ninguém perceba, apenas você.

Outras medidas incluem:
  • Regule seu intestino para evitar a prisão de ventre. Tente aumentar as fibras na sua dieta alimentar
  • Pare de fumar para reduzir a tosse e a irritação da bexiga. Fumar também aumenta o risco de câncer na bexiga
  • Evite o álcool e bebidas cafeinadas, principalmente o café, que pode superestimular a bexiga.
  • Perca peso, se for necessário
  • Evite alimentos e bebidas que possam irritar a bexiga, como comidas picantes, bebidas gaseificadas, frutas e sucos cítricos
  • Mantenha o açúcar do sangue sob controle, caso você tenha diabetes
Seu médico poderá recomendar medicamentos ou cirurgia, especialmente se os cuidados em casa não estiverem ajudando ou se os sintomas estiverem piorando.
Os medicamentos que podem ser prescritos incluem remédios que relaxam a bexiga, aumentam o tônus muscular da bexiga ou fortalecem o esfíncter.
A cirurgia pode ser necessária para eliminar uma possível obstrução ou deformidade entre o colo da bexiga e a uretra.

Consulte também:
  • Incontinência de urgência
  • Incontinência de esforço
Se você tiver incontinência de sobrefluxo ou não puder esvaziar a bexiga por completo, poderá ser recomendado um cateter. No entanto, o uso de cateter pode deixá-lo exposto a possíveis infecções.
PREVENÇÃO
A prática de exercícios de Kegel durante a gravidez e logo após o parto pode ajudar a prevenir a incontinência relacionada ao parto.

Ligue para seu médico se

Converse sobre a incontinência com seu médico. Os ginecologistas e os urologistas são os especialistas mais familiarizados com esse problema. Eles podem avaliar as causas e recomendar as abordagens de tratamento adequadas.
Ligue para o serviço de emergência local (como 192) ou procure um atendimento de emergência se algum dos sintomas a seguir estiver acompanhando uma súbita perda do controle da urina:
  • Dificuldade de falar, caminhar ou se expressar
  • Fraqueza, dormência ou formigamento súbitos em um braço ou uma perna
  • Perda da visão
  • Perda de consciência ou desorientação
  • Perda do controle intestinal
Ligue para o médico se:
  • Você estiver com prisão de ventre há mais de 1 semana
  • Você tiver dificuldade para iniciar o fluxo de urina, apresentar gotejamento, enurese noturna, dor ou ardência ao urinar, maior frequência ou urgência, urina escurecida ou com sangue
  • Você estiver tomando remédios que podem causar incontinência – NÃO altere ou interrompa nenhuma medicação sem comunicar o médico
  • Você tiver mais de 60 anos e sua incontinência for recente, especialmente se estiver tendo problemas de memória ou com seus cuidados pessoais
  • Você tiver vontade de urinar frequentemente, mas expele apenas pequenas quantidades de urina
  • Você sentir a bexiga cheia mesmo após ter acabado de urinar
  • A incontinência persistir por mais de 2 semanas mesmo com os exercícios para fortalecer os músculos pélvicos

O que esperar da consulta médica

O médico preparará seu histórico médico e fará um exame físico, com foco no abdome, genitais, pelve, reto e sistema neurológico.
As perguntas do histórico médico poderão incluir:

  • Há quanto tempo a incontinência tem sido um problema para você?
  • Quantas vezes isso acontece por dia?
  • Você percebe a necessidade de urinar antes do vazamento?
  • Você se dá conta imediatamente que urinou?
  • Você se sente molhado a maior parte do dia?
  • Você usa fraldas protetoras para casos de acidentes? Com que frequência?
  • Você evita situações sociais devido a possíveis acidentes?
  • Você já teve infecções urinárias anteriormente? Você acha que pode ter uma agora?
  • É mais difícil controlar a urina quando você tosse, espirra, tensiona os músculos ou ri?
  • É mais difícil controlar a urina quando você corre, salta ou caminha?
  • A incontinência piora quando você está sentado ou em pé?
  • Você está com prisão de ventre? Há quanto tempo?
  • Você toma alguma providência para diminuir ou evitar acidentes?
  • Você já fez algum tratamento para esse problema anteriormente? Isso ajudou?
  • Você já tentou praticar os exercícios para o assoalho pélvico (Kegel)? Eles ajudaram?
  • Que procedimentos, cirurgias ou lesões você já teve?
  • Que medicamentos você toma?
  • Você bebe café? Em que quantidade?
  • Você bebe álcool? Em que quantidade?
  • Você fuma? Quantos cigarros por dia?
  • Você tem diabetes ou um histórico familiar de diabetes?
  • Você apresenta algum outro sintoma?
 Entre os exames de diagnóstico que podem ser realizados estão:
  • Urinálise
  • Cultura da urina, para verificar se há infecção, se for indicado
  • Cistoscopia (inspeção do interior da bexiga)
  • Exames urodinâmicos (exames que medem a pressão e o fluxo urinário)
  • Urofluxo (para medir o padrão do fluxo de urina)
  • Resíduo pós-miccional (RPM) para medir a quantidade de urina existente após a micção
Outros exames podem ser realizados para descartar a possibilidade de fraqueza pélvica como causa da incontinência. Um desses exames é chamado de teste do cotonete. Esse teste envolve medir a alteração do ângulo da uretra quando ela está em repouso e quando está tensionada. Uma alteração de ângulo maior que 30 graus costuma indicar fraqueza significativa dos músculos e tendões que sustentam a bexiga.


Por que as pessoas desmaiam de emoção?

Neurologista explica o que acontece com o corpo sob forte medo, alegria, tristeza ou susto

 

Neste domingo (25), Faustão virou notícia nas redes sociais. Durante um quadro em que o apresentador reuniu mãe e filha afastadas durante 50 anos, uma das mulheres desmaiou .

A reação é comum em momentos de forte emoção, seja ela alegria, tristeza ou medo. Perder os sentidos, inclusive, faz parte do sistema de defesa do organismo.

“O fluxo sanguíneo não consegue atingir e irrigar o cérebro de forma eficiente e homogênea. Sem sangue suficiente, a pessoa desmaia”, explica a neurologista Valéria Santoro Bahia, do grupo de neurologia cognitiva e envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia.

Com a perda de consciência, a pessoa cai e fica na posição horizontal. “Assim, o sangue não precisa mais vencer a gravidade para circular, voltando ao normal mais facilmente”, diz Valéria. Por isso, é importante manter a pessoa nessa posição e não tentar levantá-la. A médica recomenda deixar a pessoa deitada até que ela se sinta melhor e recobre os sentidos totalmente. 

Além do estado emocional, as causas do desmaio são variadas e estão ligadas a fatores como a alimentação (baixo nível de açúcar no sangue e falta de comida no organismo) nervosismo, (situação de pânico), atividades diárias (cansaço, excesso de tempo em pé, ambientes sem ventilação), dor intensa e problemas de saúde como acidentes e distúrbios cardíacos.
Em geral, a pessoa recupera a consciência em 40 segundos. Se passar disso, ela deve ser imediatamente encaminhada a um hospital. “O desmaio sem motivo aparente é um evento atípico e deve ser encarado como tal. Portanto, é preciso procurar um médico ou um hospital”, alerta Valéria. 
 

É possível morrer de susto?

Saiba como o corpo reage na hora do susto e quais as consequências desta reação física para a saúde

De um segundo para o outro, o rosto perde a cor, os olhos ficam arregalados, as pupilas dilatam, os pelos do corpo se eriçam e o coração bate num ritmo mais acelerado. Todas essas sensações podem vir acompanhadas de um grito involuntário e, em alguns casos, perda dos sentidos e desmaio.
Nesta semana, uma brincadeira exibida no programa Silvio Santos mostrou a reação de diversas pessoas ao se depararem com uma menina caracterizada como um fantasma e virou hit na internet.

 “O susto é um evento biológico intenso e hiperagudo. O cérebro entende que está em perigo e aciona o alarme: o sistema de luta ou fuga. O corpo, então, ativa uma série de mecanismos para se preparar para o confronto ou para a fuga rápida”, explica o neurologista Leandro Teles.

O interessante, observa o médico, é que a resposta fisiológica (física e mental) na hora do susto ocorre da mesma maneira, seja uma ameaça real (um assalto, um tiroteio, um acidente), ou uma brincadeira – como foi o caso apresentado no programa do SBT.
A primeira reação é uma grande descarga de adrenalina na corrente sanguínea, que vai deixar o organismo em alerta, fazendo o coração bater mais rápido e elevando a pressão arterial. Em pessoas saudáveis, o susto raramente pode levar a um quadro mais grave do que um desmaio. Após cinco ou 10 minutos, quando a quantidade de adrenalina no corpo diminui, o ritmo respiratório vai voltando ao normal até atingir a calma. No entanto, pessoas com doenças cardíacas podem estar em sério risco.
“Para quem já tem algo, como um problema no coração ou até pressão alta, esse é exatamente o tipo de situação que pode trazer piora, ou gerar uma alteração importante, porque causa desequilíbrio no corpo e traz consequentes prejuízos à saúde”, explica Cesar Jardim, cardiologista e supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo.
 O susto pode resultar em um infarto ou até em morte súbita. A adrenalina faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, o que estreita a passagem do sangue. Se já houver um quadro de hipertensão, essa elevação abrupta da pressão pode causar um acidente vascular cerebral (AVC) . O batimento acelerado pode ainda predispor a um quadro de arritmia cardíaca .

Além disso, há um enorme número de pessoas que desconhecem as próprias condições de saúde e, embora acreditem ser saudáveis, podem estar com os vasos sanguíneos comprometidos ou ter alterações musculares cardíacas importantes.
“Quem tem fatores de risco como tabagismo, diabetes, sedentarismo ou histórico familiar, por exemplo, pode ser doente coronariano e não saber disso. Essa pessoa tem chance de ter um infarto no mesmo momento do susto”, alerta João Vicente, cardiologista do Hospital São Luiz, de São Paulo. Em alguns casos, pode haver morte súbita, embora essa condição seja mais rara.

O susto também pode ter um impacto emocional importante. Logo após o medo intenso, pode surgir vontade de chorar ou raiva. Dependendo da intensidade do que foi vivido, a pessoa pode desenvolver estresse pós-traumático, uma condição que vai se manifestar geralmente como ansiedade, maior sensibilidade ou até depressão .
“Parece uma brincadeira inofensiva, mas pode levar a um alto grau de estresse. No caso do vídeo, por exemplo, pode levar um tempo até que aquelas pessoas entrem num elevador novamente sem sentirem, no mínimo, um desconforto”, explica a psicóloga Cláudia Santos Silva.

Conheça as principais manifestações do susto no corpo e saiba por que o organismo reage assim:
Palidez no rosto e nas extremidades – o sangue passa a circular menos nas extremidades e na pele, sendo direcionado para o cérebro e para os demais órgãos essenciais do corpo.
Olhos arregalados e pupilas dilatadas – esse mecanismo permite que a pessoa veja melhor o todo sem se ater a detalhes. Isso ajuda na tomada de decisão (lutar ou fugir).
Grito involuntário – os especialistas acreditam que essa é uma herança biológica dos nossos antepassados que, ao se depararem com algum perigo, gritavam para afastar o inimigo em potencial.
Tremor – o excesso de adrenalina no corpo pode causar tremedeira, que deve passar em 10 minutos.
Pelos eriçados – possivelmente mais uma herança biológica. Os pelos eriçados dão a impressão de que aquela pessoa é maior do que realmente é.
Contração muscular (sobressalto) – a musculatura se contrai e fica pronta para fugir ou lutar. Quando não nenhuma das duas opções, a pessoa se encolhe.

Mulheres que convivem muito menstruam juntas?

Os feromônios podem ser os responsáveis. Só de pensar dá medo: a TPM grupal é uma hecatombe biológica


Mulheres que convivem menstruam juntas
Sim. O motivo ainda é desconhecido, mas possivelmente a causa são os feromônios, segundo a maioria das pesquisas a respeito. Feromônios são odores, não captados pelo olfato humano, exalados naturalmente pelo corpo e que podem alterar o funcionamento do organismo de outras pessoas. Quando mulheres passam muito tempo juntas, seja em uma grande viagem ou confinadas em um reality show, elas absorvem o odor natural umas das outras. Em uma pesquisa feita em 1971 pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, cientistas passaram o suor de uma mulher no nariz de outras. No fim do estudo, a maioria delas menstruava na mesma época. Mas, por mais que esses aromas sejam a explicação mais conhecida para a sincronia do ciclo menstrual, a ciência ainda não comprovou isso. É porque nenhum pesquisador conseguiu até hoje isolar os compostos químicos do feromônio e saber do que ele é feito - se é que existe. Mas se não são os feromônios, o que causa a sincronização? Mera coincidência, alegam os mais céticos. Como o ciclo menstrual não dura exatamente 1 mês e não é igual para todas, eventualmente ele pode coincidir com outros.
Cheiro de amor
Pesquisas que relacionam feromônios com menstruação e sexualidade

Perfume proibido

Os feromônios são metabolizados provavelmente por bactérias presentes no organismo. Ou seja, cada pessoa tem um perfume próprio. Uma teoria diz que eles funcionam não só para atrair como também para repelir. Gente da mesma família exalaria odores que não são atraentes para irmãos. É uma forma biológica de combater incesto.

Pornochanchada
Pesquisadores da Universidade Rice, dos EUA, coletaram suor de homens enquanto viam filmes pornográficos. Depois, mulheres cheiraram as amostras enquanto seu cérebro era monitorado. Resultado: a área do cérebro que reconhece emoções estava ativada. Conclusão: mulher reconhece instintivamente quando um homem está excitado.

Questão de química
Perfumes de feromônios encontrados à venda (um vidro de 30 ml pode custar R$ 95) não têm feromônios. Na verdade, eles são feitos de substâncias que entram em contato com as bactérias da pele que produziriam os feromônios. Assim, elas são estimuladas a fabricar um cheiro atraente para o parceiro.

Chororô
Uma pesquisa feita pelo Instituto Weizmann, de Israel, analisou lágrimas de mulheres. E viu que o choro delas mexe com os homens. Resultado: as lágrimas exalam um sinal químico que baixa o nível de testosterona nos homens. Conclusão: o choro delas acaba com o clima deles.

Fontes:
  "Regulação da Ovulação por Feromônios Humanos", estudo da Universidade de Chicago e Roseline Rebeca, professora de biologia da Unicentro.
 

Formato da boca indica se a mulher é feliz na cama

 
Em comemoração ao dia do homem (parabéns, amigos!), que tal uma dica potencialmente valiosa sobre o sexo oposto? De acordo com um estudo feito na Universidade do Oeste da Escócia (na, aham, Escócia), o formato dos lábios da mulher é capaz de prever o quão propensa ela é a ter orgasmos.
O que deixa tudo na cara é aquele espacinho bem no meio do lábio superior, que os especialistas chamam de tubérculo (não confundir com as batatas). Segundo os caras, quando ele é mais saltado, assim como o da moça da foto, criando uma espécie de monolábio, indica que a dona tem mais chances de ser bem feliz na cama.
E aí, será? A pesquisa foi feita com 258 voluntárias de, em média, 27 anos de idade, por uma equipe comandada por aquele mesmo cara que disse há algum tempo que é possível descobrir se uma mulher já teve orgasmos só observando seu jeito de andar.

 Fonte: Revista superinteressante