segunda-feira, 14 de maio de 2012

O significado dos anéis

Em cada dedo, um tipo de anel e um significado. Desvende cada um deles

Volta e meia a atriz Danielle Winits é vista por aí com um solitário na mão. O anel é tradicionalmente dado como presente de noivado e usado no anular da mão direita. A atriz, no entanto, subverte a tradição e, além de usar a joia independente de estar ou não num relacionamento, também costuma colocá-la em dedos diferentes, ao sabor do momento. Pode fazer isso?
Hoje em dia, pode tudo. “Não tem mais regras rígidas de como usar anéis. A regra é não ter regras. A moda deu liberdade para as pessoas usarem as joias como elas quiserem. Até anel solitário pendurado no pescoço eu já vi”, diz Christian Hallot, embaixador da H. Stern, no Brasil.
No entanto, ainda que usados casualmente, apenas como adereços, os anéis carregam histórias e significados.
Por ter formato de elo, o anel é tradicionalmente um símbolo de união. “No cristianismo, o anel simboliza a união fiel, livremente aceita”, atesta o Dicionário de Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheebrant. Além de união, anéis também são símbolos de compromisso. Quem usa demonstra sua ligação profunda e, a rigor, indestrutível, com uma pessoa ou valor. Esse é o caso das alianças de compromisso e de casamento ou dos anéis com significado religioso.

Veja os tipos de anéis mais tradicionais, o que eles significam e como são utilizados hoje:
Solitário



É um dos poucos anéis cuja origem é específica e datada. O primeiro solitário foi um presente do Arquiduque Maxiliano, da Aústria, para Mary Burgundy, em 1477. Tradicionalmente, um solitário é um anel de ouro ou platina com um brilhante (um brilhante é um diamante único com lapidação redonda). Era sempre usado no anular da mão esquerda, porque acreditava-se que era por ali que passava a “vena moris”, uma veia que ia dali direto para coração.
E por que um diamante? “Que outra pedra simbolizaria melhor o desejo de que aquele relacionamento seja 'para sempre' senão o diamente, que não é perecível e é extraordinariamente resistente”, diz Maria Tereza Géo Rodrigues, da joalheria Talento Joias.
Para ela, os diamantes são mesmo eternos. “Alguns gregos acreditavam que eles eram estilhaços de estrelas que chegaram à Terra, outros apostavam que eram lágrimas dos deuses do Olimpo", conta.
A tradição do solitário virou 'febre' no século 19, nos Estados Unidos, conforme explica Christian Hullot. “A descoberta de minas de diamante na África do Sul, tornou a joia mais acessível e ajudou a criar um mercado de compra de brilhantes. Funcionou perfeitamente porque nesse país existe o hábito cultural de pedir à noiva em casamento”, diz o embaixador da H. Stern.
O solitário até hoje é um presente de noivado, que simboliza comprometimento. Ele é a jóia que está dentro das caixinhas forradas de veludo que aparecem nas cenas românticas de pedido de casamento dos filmes que costumamos assistir. Mas pode e deve continuar sendo usado pela mulher depois de casada, junto com a aliança.
Alianças

As alianças também são a expressão concreta do compromisso assumido por um casal. Geralmente em platina ou ouro branco, durante o noivado são usadas na mão direita, e, a partir do casamento, passam a ser usadas no anelar da mão esquerda.
“O anel de noivado ainda é bastante requisitado, mas o uso das alianças na mão direita é cada vez mais presente e percebe-se a tendência de personalizá-las com detalhes do gosto comum do casal.", avalia Tereza.
Anel de formatura

O formato tradicional está em desuso: já quase não se vê nos dedos de doutores o anel quadrado, com a pedra e a estampa de cada profissão. “É uma tradição do início do século 20”, explica Christian.
A partir da metade do século 19, a burguesia passou a freqüentar as então recentes universidades modernas e os anéis começaram a ser utilizados como uma forma de distinguir quem tinha acesso ao estudo. “Era uma forma de reconhecimento imediato: anel de pedra vermelha é de advogado; o azul, de engenheiro; verde, de médico. O costume era útil para identificar a profissão da pessoa sem ter que perguntar, o que seria considerado indelicado na época”, explica o embaixador da H. Stern.
Com o acesso mais amplo ao ensino superior, de 1950 para cá, a joia começou a cair em desuso. “Onde o estudo não é totalmente acessível, no entanto, a tradição ainda existe e o anel é símbolo de distinção”, afirma Christian.
Nos últimos 30 anos, a tendência é que os anéis de formatura sejam substituídos por outras peças de valor, como um bom relógio, de marca tradicional. Ou por anéis mais delicados, com uma gravação que remeta à formatura ou à pedra tradicional da profissão, mas sem desenhos formais e brasões, para que a joia fique mais moderna e menos ‘datada’.
Maria Tereza conta que no auge de sua popularidade, o anel de formatura funcionava até mesmo para identificar e diferenciar determinados grupos de alunos ou determinadas escolas. Os alunos de West Point, academia militar tradicional dos Estados Unidos, por exemplo, criaram seu próprio anel de identificação, em 1835. “Os formandos queriam marcar não só a passagem deles pela escola, mas também identificar de qual turma faziam parte, como uma demonstração de amizade e de superação de obstáculos em comum”, diz a designer de joias.
Anel de debutante
Segundo Maria Tereza, a jóia mais tradicional para a data é o anel de diamante, dado pelo pai ou padrinho, que deve colocá-lo no dedo médio da mão direita da jovem. Outra opção clássica é o “chuveirinho”, anel com 15 pequenas pedras preciosas, uma para cada ano da vida da menina. Há alguns anos, a jóia dos 15 anos era a primeira que uma garota ganhava. Hoje, tanto um quanto outro estão em desuso. “As meninas estão comprando as próprias joias, muito antes dos 15 anos”, diz Christian.
Ele explica que o anel de 15 anos passava de mãe para filha, como jóia de família. “Mas hoje as mães de 30 a 45 anos não são mais consideradas velhas. Elas querem compartilhar as mesmas jóias das filhas”, acredita. Não há mais jóia específica para a data, associada a meninas. Os substitutos mais comuns são brincos e pendentes.
Anel de sinete
Uma tradição antiga que parece ganhar cada vez mais fôlego são os anéis de sinete, usados no dedo mindinho. “Os anéis de dedinho vieram do século 13, 14. Têm as armas da família gravadas em baixo relevo, na pedra ou no metal”, diz Christian. Antigamente, os anéis de sinete eram jóias utilitárias, que serviam para marcar a assinatura da família, sobre cera quente, em documentos.
“Esse anel se tornou uma marca de reconhecimento das famílias nobres, aristocráticas. Ainda se usa na Europa, porque há muitos descendentes de famílias reais e entre pessoas que têm culto à heráldica da sua família”, diz o embaixador da H. Stern. “Entre descendentes de europeus, todo mundo acaba num conde, num duque, num príncipe. Quem usa o anel de mindinho geralmente tem descendência próxima de famílias nobres”. Como o Brasil teve uma monarquia por um longo período, também aqui a procura por esse tipo de anel, que tem um significado pessoal e familiar muito forte, é bastante grande.
Mesmo sem brasão e sem ascendência nobre, os anéis de mindinho são considerados jóias com algum vínculo familiar.


Pela Europa de trem ou avião?

Saiba avaliar quando cada uma das possibilidades é mais vantajosa
Se no Brasil a malha ferroviária é precária e praticamente inexistente em diversas regiões, na Europa o trem está entre os mais modernos (e utilizados) meios de transporte. Mas os preços também costumam competir com empresas aéreas de baixo custo como Ryanair e easyJet, o que pede uma pequena análise da viagem e suas possibilidades antes de comprar o bilhete de embarque. Veja algumas dicas:

Viagens de curta distância (até quatro horas de viagem)

Neste caso, a melhor pedida é ir de trem. Em primeiro lugar porque é mais econômico no quesito tempo, já que não precisa chegar com horas de antecedência para embarcar, o check-in é mais simples e, na maioria das vezes, as estações estão localizadas em áreas centrais (ao contrário dos aeroportos, que podem ficar até fora das principais capitais europeias).
Outra vantagem é que a chance de o trem partir fora do horário é praticamente nula. Quer mais? Nada de ficar esperando pela mala na esteira comum do aeroporto.

Em uma simulação de viagem feita por um agente da britânica Virgin, uma viagem de quatro horas, por exemplo, corresponde a, mais ou menos, uma hora de voo. Na Europa ocidental, o trecho pode custar até três vezes menos que o mesmo percurso de avião, se comprado com antecedência. O site da Bahn, a moderna e funcional ferrovia alemã, permite calcular a duração das viagens por praticamente todo o continente europeu.
Além de economizar tempo e dinheiro, viajar de trem é uma excelente oportunidade de apreciar as vistas fabulosas das paisagens europeias, além de aproveitar para conhecer vilarejos e outros locais das paradas entre um destino e outro.

A passagem de trem é prática e pode ser flexível, perfeita para quem quer viajar mas ainda não tem certeza de exatamente para aonde ir (sim, é possível decidir na hora dependendo do tipo de bilhete comprado).
A Virgin dá a dica: quando passagens avulsas são mais baratas? De Londres para Paris e Bruxelas é praticamente obrigatória a viagem de trem. Porém, em datas como Natal e Ano Novo, as tarifas estão entre as mais altas, podendo custar até três vezes o preço da viagem de avião.
Vai para o leste? Evite o trem. As estações e trilhos ainda são muito inferiores quando comparados aos da Europa ocidental. Se gosta de emoções fortes, faça a viagem de Praga a Budapeste, mas não assuste se alguns passageiros apresentarem comportamento suspeito e estiverem portando garrafas de vodca e absinto. Prefira fazer essa viagem de dia. À noite, além da "bagunça" a bordo, há o risco de o trem ser parado diversas vezes para fiscalizações, pois o tráfico de drogas e imigrantes ilegais é intenso.

Onde comprarPraticamente todas as ferrovias europeias permitem compra pela internet e, quando não entregam os tickets em casa, possibilitam a retirada momentos antes da viagem, tendo o cartão de crédito da usado na compra como documento necessário.

As principais empresa ferroviárias europeias são:
- Espanha -
Renfe
- França - SNCF
- Itália -
Trenitalia
- Alemanha - Bahn
- Suíça -
SBB
- Inglaterra -
Raileurope (para passagens do Eurostar com origem em Londres). A Raileurope tem ainda uma versão em português, para facilitar a vida do brasileiro.



Viagens de mais de cinco horas: vá de aviãoViajar de trem, principalmente se for sua primeira (e talvez única) vez, pode ser uma experiência magnífica... nas primeiras horas. Apesar da modernidade e do conforto, é praticamente impossível não chegar extremamente cansado e com dores musculares após uma viagem de trem noturno de, por exemplo, oito horas.
Engana-se quem acha que as viagens de Portugal à Espanha ou de Barcelona a Roma, por exemplo, compensam ser feitas de trem. As tarifas de avião, nas companhias chamadas low-cost (baixo custo) estão entre as mais baratas e as distâncias europeias podem enganar. Antes de decidir, veja quantas horas a viagem leva e avalie se a paisagem é realmente de tirar o fôlego, principalmente se passar pela Suíça.

O avião é uma boa aposta para quem tem pouco tempo de viagem e pretende conhecer o maior número de países possível. Para isso, não deixe para comprar o tíquete na última hora. Tenha um roteiro planejado e compre as passagens com meses de antecedência pela internet. É possível, por exemplo, viajar de Londres a Berlim por 9,99 euros (R$ 26 aproximadamente). Uma viagem de Londres a Roma, em uma simulação feita pela Virgin, encontrou passagens de ida e volta por 13 euros por pessoa.
Mas é preciso lembrar que essas companhias normalmente operam em aeroportos menores e fora das grandes cidades. Assim, acrescente o tempo e o custo do deslocamento em sua avaliação.
Onde comprarOs mais planejados e organizados podem sair do Brasil já com todos os trechos comprados e incluídos no principal (Brasil – Europa). Essa opção pode sair mais barata do que o esperado. Antes de fechar a passagem, peça ao agente para fazer uma simulação e faça as contas.
Para os aventureiros, a Ryan Air, a easyJet e a Last Minute são as melhores opções para achar voos baratos. Mas esqueça o conforto. Os lugares mal são numerados. Encare o espírito aventureiro e economize na bagagem: os voos entre países da Europa permitem apenas uma mala de 20 kg (e uma mala de mão bem pequena).
PegadinhaApesar de tentadora, a ideia de economizar fazendo viagens noturnas (principalmente de trem) pode acabar dando mais prejuízos do que vantagens. Muitas companhias ferroviárias disponibilizam o chamado “couchette”, que é uma cama no vagão leito e pode custar até 30 euros (R$ 80 aproximadamente) por pessoa (fora o preço da passagem).
A bagagem fica no corredor, ou em compartimentos especiais, longe de sua visão por toda a noite. Além disso, a movimentação nos trens é intensa a toda hora, principalmente nas paradas. Sem contar que o vagão "sacode" tanto ou mais que o avião com turbulência. Ou seja: querendo ou não, quem optar por viajar assim, vai dormir mal.
É possível achar hotéis e albergues (hostel) pelo mesmo valor que o couchette e até mais baratos, dependendo do quanto antes a reserva for feita.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Eu te guardei...

... Onde ninguém vai poder te tirar. E acredito que mesmo, se tudo mudar... O que é verdadeiro irá permanecer
Intacto.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Buscando caminhos

Nossos pensamentos, nossas emoções determinam quase sempre nossas posturas perante a vida.

A obstinação em atingir nossas metas molda a maneira como nos relacionaremos com o mundo, com o ambiente em que vivemos.
Sem o impulso da nossa vontade seríamos apenas seres acomodados, sem ambições, sem outro desejo além do de sobreviver.
Nunca se acomodar deveria ser o lema de cada um.
Uma fonte brota timidamente de uma fenda numa rocha. Ela poderia continuar sendo apenas uma pequena fonte. Mas ela cresce em força. Ela vence barreiras e obstáculos. E pouco a pouco vai se tornando em rio. Um rio que atravessando vales e desníveis cresce em seu curso. O rio não para. Ele segue seu caminho. Um dia ele será parte do oceano.
Assim acontece com as pessoas. Cada um de nós poderá fazer sua escolha.
Uns permanecerão eternas pequenas fontes; outros aceitarão o desafio e seguirão na busca de um caminho que os levará, assim como aconteceu com o rio, a atingirem a totalidade.

O tempo não volta

Muitas vezes quando comparamos o momento presente com aquele que já vivemos, sentimos saudades, lamentamos que o passado não possa ser revivido.
Acontece que quando fazemos estas comparações, geralmente somos levados a ela por estarmos vivendo algum período de desânimo ou depressão.
Se nos fosse possível recordar o passado com a mesma riqueza de detalhes com que enxergamos nosso presente, certamente teríamos outra visão.
Dificilmente conseguimos ser imparciais quando estamos descontentes. É mais fácil colorir com as cores da felicidade aquilo que sabemos que não volta, do que tentar modificar o que hoje nos desagrada.

Esquecemos que o que já vivemos não pode ser mudado; mas o que estamos vivendo pode ser transformado, se para isso encontrarmos a vontade de fazê-lo.
Quando você acreditar que o passado foi melhor que o presente, use a experiência adquirida para criar condições que lhe tragam alegria e felicidade.
O tempo não volta, mas os ensinamentos que ele nos traz duram para sempre.

Velhos hábitos

Muitas vezes, na vida, nos deparamos com situações difíceis de serem resolvidas. Por mais que procuremos soluções, ficamos hesitantes diante das possíveis atitudes a serem tomadas.
Quase sempre existe o receio de assumir uma nova postura diante da vida; postura esta que nos levaria muitas vezes a uma mudança radical de nossos hábitos.
Existe também a grande dificuldade de abandonar uma linha de conduta com a qual já estávamos familiarizados. É aí que o medo do novo surge e nos assusta. Afinal, por mais desgastante que fosse uma situação, já estávamos habituados com ela; já havíamos desenvolvido recursos para driblar o desconforto que sentíamos.
Com isso adiamos uma solução para o conflito que nos consome o tempo e os pensamentos.
Somente nos desapegando dos hábitos ultrapassados estaremos criando espaço e condições para outros hábitos mais saudáveis e prazerosos. Enquanto não nos conscientizarmos disso estaremos vivendo em permanente conflito emocional.
Não são somente objetos materiais que se desgastam com o tempo e precisam ser substituídos. Qualquer hábito ou situação, quando passa a trazer desconforto, também é passível de ser transformada ou substituída por outra que não nos deixe infelizes ou angustiados.
Desfaça-se do que já não tem serventia e você verá que um novo caminho abrir-se-á a sua frente e você poderá trilhá-lo sem carregar em suas costas o peso extra de problemas que já não fazem parte da sua vida.



Desapegar-se...é um ato de amor por si

DESAPEGAR-SE... É UM ATO DE AMOR POR SI 



Assim como um construtor que pretende edificar um prédio em um terreno onde tenha uma casa antiga ou deteriorada, onde tenha um matagal ou muita lama, onde tenha lixos jogados ou entulhos com fragmentos de tijolos, restos de madeira, resíduos de obras de alvenaria, entre outras coisas, precisa limpar e preparar o ambiente para sua obra ser realizada com sucesso, o ser humano, também, precisar abrir espaço em sua jornada terrena, para que algo novo e bom aconteça em importantes momentos de sua existência...

Há momentos na vida em que é preciso desapegar-se de tudo e de todos para se encontrar um novo caminho, uma nova forma de ver e de viver a vida. É preciso gerar uma abertura de grandes áreas no território do viver, de modo que a introdução de novidades venha e renove as energias criativas, para que assim, uma nova construção se erga.
No entanto, para que isso aconteça, necessário é, antes de qualquer coisa, desapegar-se do que não é mais imprescindível, desapegar-se daquilo que foi bom mas que já não é mais tão bom assim; desapegar-se de quem quer partir e precisamos deixar ir, desapegar-se de uma dor, de um sofrimento, de uma tristeza que corrói a alma, desapegar-se dos muros do passado, desapegar-se do apego que o outro possui em relação a você...

Desapegar-se, na verdade, para Libertar-se com Consciência e ser Feliz Plenamente... Muitas são as situações que pedem o desapego e muitos são os aprendizados que nos levam a compreender a real necessidade e importância da prática constante do desapegar-se. Inúmeras vezes as pessoas insistem em querer permanecer vivendo determinadas situações mesmo quando não consideram ser o melhor para elas. Ou permanecem nelas porque acham que ainda podem conseguir algum resultado satisfatório mesmo quando a situação já chegou ao insuportável. Ou ainda, se prendem pelo receio da carência, pelo temor de se sentir só, pelo sentimento de incapacidade, pela dependência na relação com o outro, pelo comodismo apesar do incômodo ou por conformismo ao se achar pequeno demais para a vida.

E quando vivem nesses padrões por tanto tempo e resistem à mudança, acabam por não perceber o que o Universo está dizendo e orientando para tal ou qual situação. Desapegar-se é fazer o corte físico, energético, emocional e mental, libertando-se dos vínculos nocivos ao bom e ao bem viver para entrar em Harmonia e Equilíbrio Pessoal, Bioenergético e Espiritual.
É, ao mesmo tempo, conceder largueza de espaço para que inovadoras, restauradas e positivas energias e oportunidades possam ser vividas com Felicidade. Oferecendo, inclusive, a oportunidade de permanecer com as boas vibrações de energias e lembranças vivenciadas anteriormente, porém, sem a dependência delas para ser Feliz, pois senão, torna-se apego. Ao olharmos para trás, para um passado distante ou recente, quantas são as doces recordações que carregamos?

Com certeza, muitas, para boa parte das pessoas. Portanto, quanto mais vivemos qualificadamente e construímos com nossos dotes espirituais, mais teremos a lembrar em coisas boas sem depender do que passou para isso. Por isso, essas memórias devem servir como um alicerce consolidado para impulsionar as novas e promissoras realizações. E não, como um ponto fraco, que ao ser rememorado, pode trazer o desequilíbrio e a desarmonia à estrutura dos quatro pilares que sustentam a existência humana... O seu corpo, a sua mente, a sua energia ou comunicação e a sua emoção. Por essa razão, é que dia a dia o exercício do desapego ensina a todo tempo que somos possuidores de grandes riquezas interiores, capazes de aclarar novos Caminhos, realizando pródigas descobertas, para compartilharmos com a vida e com nossos semelhantes.
Essa é a Posse real que temos. Por outro lado, de fato, tudo o que é material bem como as pessoas que temos presentes em nossa vida, não nos pertencem. Estão, apenas existindo em um dado momento de nosso viver. E o poder sobre elas é somente ilusão temporária, até que o Tempo Divino oriente a renovação para um novo Ciclo.

Sendo assim, o sentimento de posse e o controle, no que diz respeito às pessoas e sobre as coisas materiais, sempre trazem algum tipo de dor ou sofrer para um lado ou para o outro quando são usados como armas ou instrumentos do apego, para anular a liberdade de ser de outrem ou tentar limitar as ações naturais daquilo que tem que ir ou daquele que deseja viver... Assim, faz parte da vida aprender essa lição buscando a harmonia nas relações com o ambiente e com as pessoas que nos cercam, de maneira solta e amorosa, para que tudo cresça e floresça com cada um dando o seu melhor e vivendo sua existência bem e intensamente.
Ame-se... E Desapegue-se!

ROBERTO LUZ